Casos de dengue caem 89% em um ano
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terça-feira, 08 de janeiro de 2013
Rubens Chueire Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - Os casos confirmados de dengue no Paraná caíram 89% no ano passado em relação a 2011. Conforme os dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) divulgados ontem, o total de confirmações em 2012 fechou em 3.068, enquanto que no ano anterior foram registrados 28.970 casos da doença. Em comparação com 2010 (33.456 casos), a queda é ainda maior: 90,8%.
''Estamos intensificando as ações de combate ao mosquito nos municípios menores e que estão registrando mais casos. Cidades maiores que tiveram grande incidência nos anos anteriores, como Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, desta vez nos passam segurança. Os profissionais também estão mais atentos, assim como a população, e isso é importante'', afirmou o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Ronaldo Trevisan.
Desde 2011, o Paraná passou a utilizar uma metodologia cronológica diferente para analisar os casos da dengue. O calendário leva em conta a curva epidemiológica da doença, que geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte.
De acordo com a Sala de Situação da Dengue da Sesa, desde agosto de 2012, conforme o novo calendário utilizado pela Sesa, 97 municípios estão em situação de alerta, pois apresentam índices de infestação entre 1% e 4%. Alguns municípios apresentaram índices menores que 1%, mas têm ocorrência de casos de dengue, como, por exemplo, Peabiru (Noroeste).
De acordo com o último boletim, divulgado ontem pela Sesa, em 20 dias as confirmações de dengue passaram de 204 para 478. Os levantamentos levaram em conta as ocorrências registradas até 18 de dezembro de 2012 e até segunda-feira. Apesar do crescimento, o número é pequeno se comparado as estatísticas dos anos anteriores, quanto o Estado registrou epidemias.
Entre os municípios com maior número de casos estão Peabiru (182), São Carlos do Ivaí (91) e Paranavaí (49). A situação dos dois primeiros preocupa, segundo a Sesa, por se tratarem de cidades pequenas. Em seguida aparecem Londrina (31), Foz do Iguaçu (19) e Cambé (14).


