Casos de dengue aumentam 44,5% no Paraná
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quarta-feira, 04 de abril de 2007
Andréa LombardoEquipe da Folha 
Curitiba - O Paraná está em sétimo lugar no ranking entre os estados que, do começo do ano até o final de março, tiveram o maior número de notificações de casos de dengue, conforme dados do Ministério da Saúde. Dos quase 135 mil casos suspeitos, o Estado responde por quase 5,8% ou o equivalente a 7.806 casos. Já o levantamento apresentado, ontem, pela Secretaria de Estado da Saúde, aponta a notificação de 11.282 casos, dos quais 3.706 já foram confirmados. Em pouco mais de uma semana, o número de notificações subiu 44,5%.
Para o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, que veio acompanhar os preparativos das ações de enfrentamento da doença, o número de casos é expressivo, mas está longe de caracterizar uma ''epidemia generalizada'' ou uma situação de ''descontrole'' no País. Ele sustenta sua avaliação no fato de um único estado -o Mato Grosso do Sul- concentrar quase metade das notificações (41,18%).
No Paraná, segundo Coelho, os problemas de transmissão intensa da dengue são pontuais e não têm acontecido nos grandes centros urbanos. A exceção é Maringá, onde houve confirmação de 523 casos, mas, proporcionalmente, a incidência é baixa (0,15% da população) se comparada aos municípios menores como Ubiratã (3,28%) e São Jorge do Ivaí (1,81%), por exemplo. ''Mesmo tendo a situação sob controle (no Estado), temos condição de risco para uma epidemia de dengue'', ponderou ele, considerando o calor atípico e a proximidade com o Mato Grosso do Sul e Paraguai, onde a incidência da doença é grande.
O técnico do Ministério da Saúde, que está coordenando as ações de controle da dengue no Paraná, Glauco Oliveira, destacou que entre as ações previstas, estão a capacitação dos médicos da rede pública de saúde para diagnóstico precoce da doença; a estruturação de uma logística de transferência de pacientes de uma unidade de saúde para outra, de acordo com a necessidade de tratamento; e reforço na distribuição de kits de diagnóstico. Será realizado, ainda, novo levantamento dos índices de infestação do mosquito transmissor (Aedes aegypt) para concentrar esforços no combate aos focos nas áreas críticas dos municípios.
''O controle da dengue é uma atividade complexa que exige harmonização das ações da rede de saúde e apoio da população. Nossa principal preocupação é com o preparo da rede de assistência para evitar que as pessoas morram por causa de complicações'', acrescentou o coordenador do programa, Gianini Coelho.


