Casos de câncer de pele devem aumentar em 2001
O Ministério da Saúde estima que em 2001, em todo o Brasil, serão registrados 305.330 novos casos de neoplasias (tumores). Os óbitos devem chegar a 117.550. Entre os tipos de câncer registrados em 98, o maior índice de óbitos foi o de traquéia, brônquios e pulmões, com 12,2%. ''Estima-se que neste ano o câncer de pele será o principal entre a população brasileira'', relata Lucilda Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
Mas as estimativas de óbitos por câncer de pele para homens são menores, avaliados em 485 mortes para 27.710 novos casos em 2001. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) acredita que as neoplasias de pulmão continuarão como principal causa de morte entre os homens. Serão 14.900 novos casos, com 10.700 óbitos. Entre os homens acima de 60 anos o risco aumenta 16,9 vezes em relação aos homens com faixa etária menor. ''Sem dúvida, o tabagismo é o grande responsável por 99% dos casos'', afirma Lucilda. A população masculina fumante gira em torno de 37%.
A neoplasia de próstata aparece em segundo lugar nas causas de morte entre homens acima de 60 anos. Entre 20 e 59 anos, o câncer de estômago registrou o segundo lugar, com cerca de 15% entre as neoplasias. Para as mulheres acima de 60 anos o risco de morte por câncer de mama aumenta 5 vezes em relação às mulheres com faixa etária menor. Segundo os dados da SBOC existe um aumento considerável nos casos de câncer de pulmão entre as mulheres mais jovens, 12,7%; segundo lugar entre as mortes femininas em 98. No Brasil, 11,2 milhões de mulheres, entre 20 e 59 anos, são fumantes.
Existe uma relação direta entre as mudanças demográficas e epidemiológicas, que determinam o alastramento, frequência e incidência de doenças. ''No Brasil, não existe um número de incidência exato, pela dificuldade e isolamento de certas regiões'', explica Lucilda, da SBOC. Em algumas enfermidades, os números ''crescem'' devido ao aumento da expectativa de vida. Outras estatísticas sugerem também a conscientização, informação e diagnóstico precoce, que eleva o índice de novos casos, reduz ligeiramente o de mortes e aumenta as chances de cura. (L.R.)





