Caso Vanda Pepiliasco será julgado hoje
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de março de 2015
Antoniele Luciano<br> Reportagem Local 
Londrina Quase 22 anos depois de um dos crimes de maior repercussão em Londrina, a artista plástica Vanda de Souza Pepiliasco irá hoje a júri popular. Ela é acusada de ter matado a empregada doméstica Cleonice Fátima Rosa, em julho de 1993. A vítima foi encontrada morta dentro do apartamento de Vanda, na Rua Goiás, centro da cidade. Cleonice havia sido degolada. Na época, cabelos que seriam de Vanda, conforme resultado de um exame de DNA, teriam sido encontrados pela perícia nas mãos da doméstica.
O julgamento está marcado para começar às 8h30m, na sala do júri do Fórum de Justiça. O promotor Ronaldo Costa, da 1ª Vara Criminal, será responsável pela acusação e terá como assistente o advogado Mauro Vioto. Ele explica que esta é a primeira vez que Vanda é levada a júri pelo caso, que corre o risco de prescrever em breve. O processo teria se arrastado ao longo das décadas por conta de recursos impetrados pela defesa. A sentença de pronúncia de Vanda, determinação do juiz para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri, foi anulada pelo menos três vezes ao longo deste período.
"Agora, esperamos que este júri aconteça. Vamos sustentar a condenação dela em plenário. Apesar do tempo ter decorrido desde o crime, a morte não se apaga", diz o promotor de Justiça. Ele assinala que a acusação deve trabalhar para que Vanda seja condenada pela participação no crime.
Residente em Cuiabá, no Mato Grosso, Vanda não teria sido intimada via oficial de justiça, mas por edital, observa o advogado Walter Bittar. Ele está à frente da defesa da artista plástica há aproximadamente quatro meses. Conforme ele, se o júri realmente ocorrer hoje, o julgamento será sem a ré, porém não à revelia. "A defesa dela estará representada", garante.
Ele comenta que, apesar da intimação de Vanda e do agendamento do julgamento, havia ainda a possibilidade de o júri não se concretizar hoje, em razão de uma série de questões, como intimações que não teriam sido confirmadas. Bittar não quis comentar sua linha de defesa.


