Caso ultrapassa limites da educação escolar
Para um funcionário do CEP, que também pediu para não ser identificado, o caso ultrapassa os limites da educação escolar. Os professores de forma geral sentiram muito. É um episódio triste. Essa é uma situação que não é exclusiva do CEP, mas tomou uma grande proporção. O problema é que não há discussão sobre a sexualidade na família nem na escola. Isso está ligado à falta de respeito com outro, que está em segundo plano. A formação humana e escolar está de lado, opinou.
Ele contou que, agora, além de inspetores, há pedagogos nos corredores do CEP. O problema já ocorreu e agora estão tentando tapar o sol com a peneira. É uma medida de desespero, comentou.
Entre os problemas levantados pelo funcionário está a implantação do Ensino Fundamental, no ano passado. Até 2007, o colégio só tinha alunos de Ensino Médio. Parte dos professores era contra, porque acreditavam que isso poderia trazer problemas, mas nunca imaginaram que um problema desses ocorreria. Essa questão do Ensino Fundamental tem que ser debatida com a comunidade escolar sempre, afirmou.
A orientação aos professores, colocada pela direção do colégio, é a de que conversem com os alunos para que não acessem e não divulguem por qualquer meio as imagens. A mãe de um envolvidos do caso foi até o MP e foi ouvida, mas o órgão não vai se manifestar sobre o o caso por enquanto. A direção do CEP não quis se pronunciar sobre o episódio. (D.R.)





