A autônoma Andréia Pires Jacinto Ladeia, de 33 anos, ficou surpresa ao descobrir que a filha Alana, nascida na noite do último dia 2, no Hospital Santa Lydia, em Ribeirão Preto (SP), já tinha um dente. A pediatra que acompanhou o parto disse, no dia seguinte, que havia uma inflamação na gengiva inferior do bebê, que em poucos dias sumiria, mas na quinta-feira a médica verificou que era um dente, um incisivo central inferior.

"Achei que era dente de leite, mas minha irmã e minha mãe viram que era mesmo um dente, e dois dentistas, de dois postos de saúde, confirmaram isso na sexta-feira", contou Andréia. O caso é considerado raro, mas normal.

Segundo Andréia, além de um dente já visível e grande, um segundo está forçando a gengiva para sair. Amanhã, a menina será avaliada pela odontopediatra Alexandra Queiroz, professora da Faculdade de Odontologia da USP (Universidade de São Paulo). Outras consultas com dentistas deverão ocorrer nas próximas semanas.

A pequena Alana tem um irmão, Alef, de 16 anos, que começou a ter dentes a partir do quinto mês. Em geral, os dentes começam a surgir em bebês aos seis meses. Andréia disse que a amamentação não sofreu qualquer alteração, pois ela está intercalando a amamentação no peito com a mamadeira.

A odontopediatra Alexandra Queiroz informou que esse caso não é comum, mas que também não é uma doença ou algo que preocuparia a mãe. "Existe um caso desses a cada 3 mil nascimentos, e é apenas a alteração da cronologia da erupção de um dente", comentou.

Segundo ela, deve ser feita uma radiografia para verificar se o dente nascido é da série normal, o que significaria deixá-lo até cair. Se for um dente a mais, o que interferiria no surgimento da dentição permanente, ele deverá ser extraído.

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