Curitiba - O brutal assassinato da menina Raquel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, em Curitiba, completa três anos hoje, ainda sem pistas sobre o autor do crime. O corpo da criança foi encontrado dentro de uma mala, na Rodoviária da capital em 2008. Segundo a polícia, havia sinais de estrangulamento e violência sexual.
Segundo a tia da menina, Maria Carolina Lobo Oliveira, a família acompanha a investigação da polícia, mas até o momento, nenhuma das suspeitas levantadas foi confirmada. 'Teve algumas vezes em que estávamos certos de que um dos suspeitos era o assassino, mas após a realização de exames, a expectativa caía por terra. O trabalho desenvolvido pela polícia que acompanha o caso é incansável, mas até agora nada foi resolvido, infelizmente', explica.
A polícia determinou uma equipe especializada para cuidar do caso. Pedófilos foram presos e exames de DNA foram feitos por cerca de 100 suspeitos, mais todos deram negativo. ''As denúncias foram apuradas, os indícios averiguados, no entanto, o problema não está na investigação, mas na negligência de quando descobriram o corpo'', afirma Maria Carolina.
Segundo a tia de Raquel, algumas pistas podem ter sido deixadas para trás. ''A questão central é a perda de todas as pistas do crime. O saco em que o corpo estava envolto foi jogado no lixo, a mala em que ela estava passou de mão em mão. Foram tantos os erros cometidos no começo que não dá para considerar incompetência e sim negligência dos policiais envolvidos, isso dificulta - e muito - na busca de uma solução. Depois de tudo isso, conquistamos um investigador exclusivo para o caso. O começo foi muito errado, agora estamos na expectativa para solucionar o crime', relembra.
Para a mãe, Maria Cristina Lobo Oliveira, a dor da perda continua. ''É muito difícil tocar a vida sem saber quem fez aquilo com a minha filha. Trabalho, mas não paro de pensar no caso e na possibilidade de que o autor do crime seja preso'', afirmou. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil para comentar o caso, mas não obteve retorno.
Homenagem
Hoje, às 19h30, haverá uma missa organizada pela família em homenagem à Raquel na igreja Perpétuo Socorro, no bairro Alto da Glória, na capital. A União Brasileira de Mulheres -seção Paraná (UBM-PR), entidade que combate a violência contra mulheres e crianças, da qual a tia de Raquel faz parte, também pretende realizar uma audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, e com a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes. 'Vamos cobrar a responsabilidade do poder público em relação a esse crime. Este bandido ainda não foi preso e muitas crianças correm risco com ele solto. Por isso este crime tem que ser solucionado', destacou Maria Carolina.

mockup