Caso Rafaeli completa um ano sem punição
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Conselho de Disciplina da Polícia Militar do Paraná acredita não ter motivos para expulsar o soldado do 1º Batalhão, Luis Gustavo Landman, da corporação. Ontem, completou um ano da morte da estudante Rafaeli Lima, morta por um tiro disparado da arma do policial em uma abordagem desastrosa, na PR-427, em Porto Amazonas (51 km ao sul de Ponta Grossa).
Landman e seu colega, o soldado Dioneti dos Santos Rodrigues, alegaram ter confundido o veículo em que a estudante e seu amigo Diogo Shuhli estavam com um outro carro que teria ultrapassado uma barreira policial. Shuhli foi atingido no rosto e sobreviveu.
Embora o conselho tenha dado parecer favorável a Landman, o comando-geral da PM tem o poder de expulsá-lo. A decisão pode sair em breve. Durante a missa de um ano da jovem, celebrada na igreja matriz de Porto Amazonas, familiares e amigos pediram punição para o soldado Landman.
É complicado. Além deles terem jogado o carro em cima do carro do Diogo, saíram atirando. Já que jogou o carro em cima, eles deveriam ter feito uma abordagem sem atirar, afirmou a mãe de Rafaeli, Jocemara Lima. A família inteira está indignada, ressaltou a prima da estudante, Thaís Lima.
Após vários meses para terminar o inquérito policial, em razão da lentidão para concluir os laudos periciais, o caso parece estar tomando um rumo final. Em fevereiro, o Ministério Público Estadual (MP-PR) ofereceu a denúncia contra o soldado Landman por homicídio simples e tentativa de homicídio. Rodrigues não foi indiciado, já que o soldado responsável pelo tiro foi Landman.
A Justiça acatou a denúncia e aguarda a defesa preliminar do soldado, que será realizada via carta precatória. Há despreparo total da polícia. O policial tem que estar preparado para algo melhor. Agora, a gente espera que a Justiça comum o puna, disse a mãe.


