Caso Morro do Boi chega à fase decisiva
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Monik Pegorari de Lima, 23 anos, principal testemunha da morte de seu namorado Osíris Del Corso, 22, ocorrida no dia 31 de janeiro deste ano, no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral), ficou frente a frente com Juarez Ferreira Pinto, 42 anos. Ele é apontado pela polícia como o autor dos tiros que tiraram a vida de Osíris e que feriram Monik, além de ser acusado de ter tentado abusar sexualmente da jovem.
O encontro entre os dois foi durante a audiência de instrução e julgamento de Ferreira, que durou o dia inteiro, no Fórum, em Matinhos. Monik foi a primeira testemunha a ser ouvida e reconheceu, mais uma vez, o suspeito como o homem que assassinou Osíris e tentou violentá-la.
Eu renovei a minha convicção em relação a autoria. Falo isso diante do depoimento dela (Monik). Ela fez o reconhecimento de uma forma segura, afirmou a promotora Carolina Aidar de Oliveira, que acompanha o caso desde o início. Monik saiu sem falar com a imprensa.
Pela manhã, outras testemunhas de acusação prestaram depoimento. Entre elas estava o delegado responsável pelo caso, Luiz Alberto Cartaxo de Moura. Ao todo foram ouvidas 13 pessoas.
A tarde ficou reservada para a defesa, que ouviu o irmão de Juarez e outros colegas que teriam visto o suspeito na empresa Chopp na Praia durante o dia 31 de janeiro, estabelecimento onde ele trabalhava na época, de propriedade de seu irmão, Altair Ferreira Pinto. Há várias testemunhas de defesa que são pessoas amigas do Juarez de longa data, testemunhas contaminadas, afirmou a promotora.
Para o defensor de Juarez, Nilton Ribeiro, o testemunho do delegado Cartaxo, embora de acusação, ajudou a esclarecer a primeira fase do reconhecimento do suspeito, feito pela vítima sobrevivente. Segundo Ribeiro, Cartaxo disse que Monik não reconheceu integralmente Juarez quando o viu pela primeira vez, em uma foto.
Sob os olhos atentos do juiz substituto Rafael Luiz Brasileiro Kanayama e da irmã de Osíris Del Corso, Ísis, o interrogatório mais esperado ocorreu no final da tarde. A imprensa pode ouvir pela primeira vez a versão de Juarez. A Secretaria de Estado da Justiça não havia permitido entrevistas com ele na semana passada.
Eu quero dizer que sou inocente, declarou o suspeito. Para ele, a acusação é fruto de sua semelhança com o homem desenhado no retrato-falado. Nunca fui ao Morro do Boi. Nem sei onde fica. Soube do caso pelo rádio, afirmou.
Apesar do processo estar na fase final, a Justiça ainda tem seis testemunhas para ouvir por carta precatória, já que elas não moram em Matinhos. Uma delas de defesa. O juiz deve aguardar a versão dessas pessoas para depois declarar a sentença.


