Curitiba - O caso do adolescente Jonathan de Souza do Alto, de 17 anos, pode tomar novos caminhos. Segundo a perícia do Instituto de Criminalística, no laudo não há registros de sinais de violência no corpo da vítima, o que consta é uma mordida em um dos braços. Diante desse quadro, o homicídio, supostamente cometido pela mãe do menino, Maria Marciana dos Santos, que foi presa em flagrante na última sexta-feira, passaria a ser classificado como culposo, quando não há intenção de matar. Para saber como tudo realmente ocorreu, poderá ser feita uma reconstituição.
O crime teria ocorrido há uma semana, quando a vítima estaria alcoolizada e a mãe, supostamente para repreendê-lo, teria dado uma surra no filho. Essa atitude foi avaliada pela polícia como a causa da morte do adolescente, constatada pela própria família na manhã seguinte.
Posteriormente, Jonathan teve seu corpo trocado pelo de outro rapaz, também vítima de homicídio. Após a família ter percebido a troca, o Instituto Médico Legal (IML) foi comunicado do ocorrido. De acordo com o delegado Itiro Hashitami, o corpo enterrado em São Carlos, no interior paulista, no lugar do de Jonathan, deverá ser liberado ainda esta semana. Uma equipe da polícia está na cidade para cuidar dos trâmites legais. Assim que o corpo trocado for exumado, a troca poderá ser concretizada.

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