Caso Iguaçu do Brasil: MP faz dez denúncias
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terça-feira, 10 de março de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - O Ministério Público ofereceu dez denúncias à Justiça relacionadas ao caso Iguaçu do Brasil. Ao todo, 13 investigados foram apontados como suspeitos de terem cometido os crimes de formação de quadrilha e estelionato. Com base no inquérito concluído pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os promotores Jorge Barreto da Costa e Claudio Esteves apuraram fatos relacionados a um total de 210 supostas vítimas da construtora.
Segundo Costa, juntas elas teriam sofrido prejuízos estimados em R$ 45,5 milhões. "Considerando a primeira ação que tramita desde o ano passado na 5ª Vara Criminal de Londrina, a construtora já teria causado prejuízos na ordem de R$ 77 milhões a 234 vítimas", destacou.
Foram denunciados o empresário Carlos Alberto Campos de Oliveira, proprietário da construtora; o gerente financeiro Emerson Arantes Barison; o gerente de vendas Helio Fernandes; o empresário, apontado como sócio oculto da construtora, Guidimar Guimarães; os filhos dele, Maurício e Paula Guimarães; além de Gustavo Jacometto Bertolini, Roberto Yukishigue Maeoka, Maycon Vinicios Domingues, Maria Gisela Siste, Angélica Silene Lorga, André Luiz Zancopé e Joatan Milan.
Os promotores optaram por apresentar uma denúncia para cada empreendimento anunciado pela construtora mencionando todos os investigados. Um novo inquérito será instaurado para apurar o crime de lavagem de dinheiro.
Conforme o MP, a construtora Iguaçu do Brasil teria sido utilizada como fachada para a aplicação de golpes de estelionato liderados por Carlos Alberto de Oliveira e Guidimar Guimarães. Segundo o MP, proprietários de terrenos em áreas nobres eram procurados para que as áreas fossem divididas em lotes para a suposta construção de condomínios residenciais, imóveis que nunca foram concluídos. Os proprietários dos terrenos e os compradores das residências foram lesados. A atuação do grupo teria começado em abril de 2012.
O representante das famílias, Eduardo Tomasetti, ressaltou que todas esperam recuperar ao menos parte do valor investido. "Ainda não dá para comemorar. Esperamos que o patrimônio dos envolvidos possa ser penhorado", afirmou. Segundo ele, mais de 500 famílias foram prejudicadas, mas nem todas se interessaram em denunciar o crime.
O advogado Walter Bittar, que representa Guidimar Guimarães, informou que não teve acesso às denúncias. "O que posso adiantar é que faz parte da estratégia incluir o meu cliente por causa do patrimônio dele. É uma situação absurda. Ele foi incluído para tentar ressarcir prejuízo. A verdadeira pessoa implicada não tem patrimônio para garantir os pagamentos", comentou. Os advogados dos demais denunciados não foram encontrados.


