Réu confesso do assassinato de Hannan José da Silva, 21, em outubro do ano passado, Fernando Inácio Andrade, 21, teve a transferência para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, autorizada pela Justiça. Conforme decisão publicada nesta sexta-feira (24), Andrade teve a prisão preventiva convertida em internação provisória e deve passar por uma nova avaliação médica em 60 dias, antes do início da fase de instrução processual, em 13 de agosto.

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. | Foto: Ricardo Chicarelli/Arquivo Folha

A decisão do juiz João Henrique Coelho Ortolano foi tomada após a conclusão do exame de sanidade mental e dependência toxicológica feito a pedido do juiz titular da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão. Andrade foi diagnosticado com quadro clínico-psiquiátrico compatível com o Transtorno Afetivo Bipolar e Síndrome de Dependência. Ele está preso na unidade 2 da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina).

O crime teve grande repercussão já que ocorreu dez dias depois de outro homicídio cometido na região central, o do chef de cozinha Fabio Abila, e cuja autoria também foi reivindicada por Andrade, segundo apurou o delegado Willian Douglas Soares, da Delegacia de Furtos e Roubos de Londrina.

Para o advogado Rodolfo Moreira dos Santos, que defende Andrade, o laudo que atesta para “parcial” capacidade de entendimento e determinação do crime por parte do autor vem a corroborar a versão da defesa. Além disso, na visão dele, a acusação de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, não se confirma.

“É uma tese da defesa a desclassificação por latrocínio. Entende-se que não se trata um crime contra o patrimônio e sim um homicídio com indícios de legitima de defesa”, avaliou o advogado ao mencionar imagens de uma câmera de segurança próxima da praça Rocha Pombo que mostrariam Hannan caminhando voluntariamente em direção a Andrade.

Santos também pretende que a Justiça reconsidere a internação provisória, o que está em consonância com a política antimanicomial do Conselho Nacional de Justiça. “O CNJ defende a internação em complexo médico penal somente quando esgotadas as possibilidades de internação ambulatorial”, explicou.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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