Caso Eduarda: pai e avó serão interrogados em fevereiro
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quinta-feira, 02 de janeiro de 2020
Rafael Machado - Grupo Folha 
O juiz criminal de Rolândia, Alberto José Ludovico, definiu que Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, respectivamente pai e avó de Eduarda Shigematsu, menina de 11 encontrada morta nos fundos de uma casa em Rolândia em abril de 2019, serão interrogados no dia 3 de fevereiro, a partir das 14h. Os depoimentos acontecerão no Fórum da cidade.

Segundo a decisão do magistrado de 4 de dezembro, Seidi, que está preso na Casa de Custódia de Londrina (CCL), poderá se explicar por meio de videoconferência. A reportagem não obteve contato com a defesa dele. Já Terezinha será interrogada pessoalmente. O advogado dela, Mauro Valdevino, disse à FOLHA que não pretende adiantar neste momento o que deve ser apresentado ao juiz durante a audiência, mas assegurou que a acusada dará uma entrevista coletiva na sequência para esclarecer "pontos que ainda estão obscuros".
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado, falsidade ideológica e ocultação de cadáver. Para o Ministério Público, o crime foi cometido com três qualificadoras: feminicídio, pelo fato da vítima ser do sexo feminino; meio cruel, já que o Instituto Médico Legal confirmou que ela foi asfixiada e recurso que impossiblitou a defesa de Eduarda.
Ricardo continua atrás das grades por tempo indeterminado, ou seja, cumpre prisão preventiva. Por outro lado, a avó está solta desde 27 de junho, quando sua defesa conseguiu um habeas corpus do Tribunal de Justiça do Paraná.
Em outubro, 11 testemunhas foram ouvidas no Fórum de Rolândia: uma amiga da garota, policiais que atenderam a ocorrência, uma conselheira tutelar, vizinhas da casa onde o corpo foi achado e a mãe da menina, Jéssica Pires, que veio prestar depoimento do interior de São Paulo, onde reside.


