Caso do Pará foi execução, diz entidade
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sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Carlos Mendes Agência Estado 
BELÉM - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) do Pará denunciou ontem crime de encomenda e execução no caso dos três posseiros de terra mortos segunda-feira na Fazenda Santa Clara, em Ourilândia do Norte (PA).
Segundo Rita Serra, diretora da entidade, o laudo do legista Evad de Oliveira, do IML de Belém, reforça a suspeita de que as mortes obedeceram a um planejamento. Foram 35 tiros disparados a meio metro do peito, costas e face das vítimas. Os criminosos, conforme ela, só cessaram os tiros quando viram que os três haviam parado de respirar.
O promotor de Justiça Samir Dahas Jorge, enviado de Belém pela Procuradoria Geral para apurar os fatos em Ourilândia, admitiu a possibilidade de execução das vítimas e inexistência de confronto armado.
Em NatalOs cerca de 400 sem-terra que ocuparam a sede do Incra, em Natal (RN), quarta-feira, permaneciam ontem irredutíveis. Eles confirmaram a disposição de só libertar a superintendente adjunta do órgão, Graça Arruda, mantida como refém desde o início da ocupação, se os dirigentes nacionais do Instituto negociarem diretamente com eles.
A Polícia Federal ofereceu-se para libertar Graça, mas ela mesma pediu para que a intervenção fosse evitada, temendo mais violência. (Colaborou Juliano de Souza/Agência Estado)


