A denúncia da derrubada de 980 árvores no município de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) foi levada ontem ao Ministério Público. O procurador jurídico da cidade, Jonatas César Dias, protocolou no final da tarde denúncia pedindo ao órgão que acompanhe as investigações sobre o suposto crime ambiental.
Anteontem, a FOLHA mostrou com exclusividade a derrubada ilegal de quase mil árvores, que ficam às margens da PR-170, ao lado da Fazenda Rio Vermelho, de propriedade do apresentador Galvão Bueno. De acordo com o prefeito da cidade, Walter Tenam, o corte teria sido feito por um funcionário da fazenda, por ordem de Eraldo Soares, sogro do apresentador.
As árvores, da espécie Mimosa caesalpineafolia, popularmente conhecida como Sansão do Campo, utilizada para confecção de cercas-vivas, faria parte do novo portal de entrada do município. O plantio ocorreu em setembro do ano passado e as espécies já estavam com quase um metro de altura. Em dezembro, segundo informou o prefeito da cidade, o secretário do meio ambiente, Luiz Moretti, conseguiu evitar o corte das árvores.
Ontem, o delegado de Centenário do Sul, Cláudio Marques da Silva, que acompanha o caso, ouviu o secretário do meio ambiente. ''Os investigadores também fizeram imagens do local para averiguação'', contou. Sobre o suposto crime ambiental, o delegado disse que vai aguardar a visita da Força Verde e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''Com a avaliação desses órgãos vamos instaurar inquérito ou declarar um termo circunstaciado, o que é mais provável'', declarou.

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