Curitiba - O taxista que fez a entrega dos bombons envenenados na casa da adolescente de 14 anos, na última segunda-feira, no bairro Umbará, em Curitiba, se apresentou no final da noite de quinta-feira à Delegacia de Homicídios (DH), e prestou depoimento sobre o caso.
Segundo informações do delegado responsável, Rubens Recalcatti, o taxista disse que uma mulher bem vestida lhe deu uma caixa e pediu que fizesse a entrega no Jardim Futurama, no bairro Umbará. O encontro teria ocorrido próximo ao Shopping Pinheirinho, na Avenida Winston Churchill, no bairro Capão Raso.
A mulher teria pagado a corrida de R$ 16 de forma adiantada e foi embora. De acordo com Recalcatti, a polícia agora vai se concentrar na identificação dessa mulher. ''O taxista disse que ela somente fez a entrega e não se identificou. Então nosso objetivo é encontrá-la rapidamente. As investigações prosseguem com esse foco agora'', afirmou o delegado.
Primeiramente a hipótese mais forte levantada pela polícia era de que um ex-namorado da adolescente, por motivo de vingança, fosse o responsável pelo envenenamento. ''Esta possibilidade não está descartada. A mulher pode ter alguma relação com essa discórdia. Teremos que apurar antes de afirmar alguma coisa'', concluiu o delegado.
Recuperação
Segundo o último boletim médico do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), divulgado ontem, o estado de saúde da adolescente de 14 anos é estável. Ela está consciente e respira sem a ajuda de aparelhos, mas vai permanecer no hospital para observação. A outra jovem, de 16 anos, também está recuperada e sem sequelas, e deve ter alta hoje.

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