São Paulo - A Polícia Civil encaminhou ontem à Justiça o inquérito que apura denúncias contra o pediatra Eugênio Chipkevitch, detido desde março sob suspeita de pedofilia. Segundo o delegado Virgílio Guerreiro Neto, responsável pelo inquérito, outras quatro pessoas também poderão ser indiciadas. Ele, porém, não forneceu detalhes de quem seriam. O inquérito corre sob sigilo.
Guerreiro Neto também vai pedir a prisão preventiva do pediatra – ele atualmente cumpre prisão temporária.
O Ministério Público também pretende requerer a prisão preventiva para o pediatra. A promotoria, agora, vai analisar o processo e poderá oferecer denúncia contra o pediatra.
Chipkevitch foi detido no dia 21 de março, após a divulgação de imagens em que aparece supostamente sedando e abusando de seus pacientes. As fitas de vídeo foram encontradas em uma caçamba de rua, em São Paulo, por um trabalhador. O material passou por perícia no Instituto de Criminalística.
Ele foi indiciado por atentado violento ao pudor, tráfico de entorpecentes e falsidade ideológica. O inquérito sobre os últimos dois indiciamentos, ocorridos pela forma como o pediatra adquiria o medicamento Dormonid, ainda não foi concluído.
A partir do momento em que o processo chegar ao Ministério Público, os promotores têm cinco dias para analisar o caso, conforme o promotor Antonio Carlos Arnóbio.
Para o advogado Otávio Augusto Rossi Vieira, que defende o pediatra, Chipkevitch tem todos os requisitos para responder o processo em liberdade. ‘‘A (prisão) temporária serviu para que fosse investigado (durante o inquérito). Não há necessidade de que se prende preventivamente. Ele é naturalizado brasileiro, foi preso em domicílio, exerce profissão lícita, é reconhecido mundialmente e nunca ofereceu perigo para nenhuma eventual vítima’’, afirmou.
Chipkevitch está detido no 13º Distrito Policial (Casa Verde), zona norte de São Paulo.

mockup