Curitiba- O chefe da Delegacia de Crimes Fazendários da Polícia Federal (PF), Omar Aji Mussi, garantiu, por meio da assessoria de imprensa, que entregaria ao Ministério Público (MP) federal, até o final da tarde de ontem, o inquérito do caso Big Brother. Hoje, completam-se 30 dias que cinco advogados quatro de Curitiba e um do Recife e um técnico em informática estão presos sob suspeita de participação em um esquema milionário de fraudes para resgatar títulos da Petrobras e da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) junto ao Banco do Brasil. A PF não adiantou qualquer informação sobre a conclusão das investigações.
Estão detidos os advogados Michel Saliba Oliveira (presidente licenciado da Subseção de Curitiba da Ordem dos Advogados do Brasil OAB), Sílvio Carlos Cavagnari, José Lagana e o pernambucano João Bosco de Souza Coutinho, além do técnico em informática João Marciano Oddpis. O mandado foi expedido pela 2 Vara Criminal Federal de Curitiba.
No início desta semana, a 7Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre, negou, por unanimidade, os habeas corpus impetrados pela defesa de cinco presos. O desembargador Néfi Cordeiro, relator do caso na corte, já havia negado os pedidos de liminares. Também foram negados pedidos de prisão especial em sala de Estado Maior ou prisão domiciliar. Com exceção de Odppis, os demais estão detidos no Centro de Observação e Triagem (COT), junto à Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba.
O jurista René Dotti, um dos defensores de Michel Saliba, disse, ontem, que está analisando, junto dos demais advogados, se irão apelar da decisão do TRF junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), ou se entram com novos pedidos de habeas corpus.

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