Caso Amanda: ré faz exame e garante que é lúcida
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Luciano Augusto<Br> Reportagem Local 
Londrina - Dayane Azevedo dos Santos, 24 anos, foi submetida ontem à tarde a um exame de sanidade mental no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. Assim como outros dois homens presos, ela é ré no processo que apura o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, morta no campus da Unopar do Jardim Pizza (Zona Sul) em outubro de 2007. Em entrevista à FOLHA, a acusada garantiu ter pleno domínio de suas faculdades mentais, embora sofra de Síndrome do Pânico, e reafirmou a versão de que os dois ex-colegas teriam cometido o crime.
Dayane esteve acompanhada do advogado, Jefferson Dias Santos, e da mãe de criação, Maria Natalina Lopes Azevedo. Ela foi interpelada por um psicólogo e um psiquiatra do IML. O laudo, que foi pedido pela defesa dela, deverá ficar pronto em 30 dias.
Dayane assegurou ter certeza absoluta do que disse à Polícia e à Justiça: que Alan Aparecido Henrique e Luiz Vieira Rocha teriam sido contratados por uma professora da Unopar para matar a estudante de educação física Amanda Rossi, no dia 27 de outubro de 2007. Pelo crime, teriam recebido R$ 3,5 mil. Teria que ter uma mente surpreendente para criar essa história.
Dayane disse não ter participação direta na morte. Ele (Alan) falou simplesmente para mim (sic) dar o recado (para Amanda) que a professora estava chamando ela na casa de máquinas. A ré afirmou que só mais tarde, Alan teria comentado que havia matado Amanda. Ela falou que não questionou o ex-colega porque era o recado de uma professora para um aluno. A acusada assegurou que não sente remorso por ter envolvimento no assassinato: até então não sabia que a intenção deles era matar, porque não teria motivo de participar de uma coisa dessas, de querer ceifar a vida de uma pessoa que nem conhecia, que não tinha amizade nem inimizade.
O advogado Marcos Kaimen, que defende Luiz Rocha, adiantou que dependendo do resultado do laudo poderá pedir a nulidade do processo pela falta de mandante e de motivação do crime. Se ela foi inimputável (doente mental), o processo se extingue. Se por acaso mostrar que ela é lúcida vou tentar anular o processo inteiro, revelou.
A FOLHA tentou contato por telefone com o advogado Adolfo Góis, que defende Alan Henrique, mas não conseguiu localizá-lo. Ele ingressou com um habeas corpus em favor de seu cliente no Tribunal de Justiça, que ainda não foi apreciado.


