Caso Amanda é parcialmente desvendado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Fernanda Borges<BR> Reportagem Local 
Londrina - Um ano e quatro meses depois do assassinato da estudante universitária Amanda Rossi, morta estrangulada no campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar), a polícia acredita que o caso esteja praticamente solucionado. Apesar do inquérito com mais de três mil páginas e cerca de cem depoimentos ter sido finalizado, as autoridades policiais se comprometeram a dar início a um novo inquérito para localizar e prender o mandante do assassinato.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, veio a Londrina ontem para anunciar a existência de provas contra três acusados de executar o crime. Foi uma investigação muito difícil, apesar disso, não há mais dúvidas nem da nossa parte quanto da parte do Ministério Público. Nosso trabalho não terminou por completo mas temos pelo menos um quarto de tudo aquilo que aconteceu, disse.
De acordo com a polícia, os londrinenses Alan Aparecido Henrique, Luiz Vieira da Rocha e Dayane de Azevedo, presos em dezembro do ano passado, teriam sido levados até a Unopar, na noite do crime, por Rodrigo Henrique Nascimento. No local, Dayane teria atraído Amanda até a casa de máquinas mentindo que uma professora queria falar com ela. A ré confessa teria acertado um golpe na cabeça da universitária e Alan a enforcou. Luiz (da Rocha) ficou na porta vigiando e dando cobertura para que todos pudessem fugir sem que fossem vistos, disse o delegado chefe da 10ªSubdivisão Policial, Sérgio Barroso, que coordenou as investigações.
A versão da polícia sobre a ação de Dayane é diferente da primeira relatada por ela quando confessou ser testemunha ocular do crime. Ela disse ter chamado Amanda para o local mas não confessava ter atingido a estudante. Delazari assegurou que duas testemunhas comprovam que Dayane teria ajudado a matar Amanda. Para a Justiça ela participou do crime e chegou a confessar desta forma, enfatizou o secretário.
Quanto à motivação do crime, Barroso disse que teria sido ocasionado por uma promessa de recompensa. Delazari completou que o mandante teria um motivo fútil, mas não esclareceu detalheso. Como não estamos divulgando qual é o desenrolar da investigação em relação ao mandante, é evidente que não há nenhum comentário em relação a isso. Faltam algumas provas, bilhetagem de ligações telefônicas, extratos bancários, questões sigilosas que sao detalhes da investigação que são sigilosos, reforçou.
Todos os acusados vão responder por homicídio qualificado e podem ser condenados a até 30 anos de prisão. Rodrigo foi indiciado por favorecimento ao crime e uma quinta pessoa, Luan da Silva Freitas, que poucos dias depois do crime teria assumido a autoria do assassinato responderá por autoacusação falsa. Ambos vão responder em liberdade.
O pai da estudante, Luis Rossi, acompanhou a coletiva de imprensa. Estou feliz com os três presos, mas vou ficar satisfeito de verdade quando o mandante do crime também for preso, cobrou.


