Arquivo FolhaAcidenteO iatista Lars Grael (dir.), com o companheiro Kiko, na chegada da prova em que ganhou medalha de bronze durante a Olimpíada de 1996. Grael teve uma perna decepada no último dia 5, quando sofreu um choque com uma lancha na Praia de Vila Velha, no Espírito Santo, onde participava de uma competição esportiva.A parte da perna do iatista Lars Grael, de 34 anos, decepada sábado passado pela hélice da lancha do empresário Carlos Guilherme de Abreu e Lima, que chocou-se com o Tornado no qual velejava o iatista, foi encontrada ontem na Praia de Vilha Velha, próximo a Escola de Aprendizes de Marinheiros, a mais de três quilômetros do local do acidente.
O encontro foi feito pelo caseiro Antônio Pereira do Nascimento, o Baiano, de 73 anos, que trabalha numa casa de veraneio, na Praia de Inhoá, de propriedade do aposentado Newton Lima, de 76 anos. ‘‘Pensei que fosse algum animal morto, já que havia uns 50 urubus junto a perna’’, contou Baiano. A parte da perna foi levada para o Instituto Médico Legal do Espírito Santo.
Baiano não relacionou o achado ao acidente do iatista. Quando percebeu que se tratava de uma perna humana, chamou o patrão que deduziu que era parte da perna de Grael e chamou a polícia. Ele a encontrou a poucos metros da areia, atraído pela movimentação dos urubus.
A parte da perna estava com uma proteção de uma botinha ortopédica e meiões, o que confirma, segundo a polícia, que se trata da de Grael. A parte dos dedos estava em ossos. Agentes da Inspetoria Naval, da Capitania dos Portos, foram os primeiros a chegar no local. Hoje, a família de Grael deve fazer o reconhecimento oficial da parte da perna.
A polícia do Espírito Santo espera concluir em 10 dias o inquérito sobre o choque, na semana passada, entre a lancha pilotada pelo empresário Carlos Guilherme de Abreu Lins e o tornado em que velejava Lars Grael. Grael foi atingido pela hélice da lancha e teve parte da perna amputada. A polícia já ouviu três testemunhas e esta semana voltará a interrogar o empresário.
Os policiais capixabas estão agilizando as investigações, cumprindo determinação do governador do Espírito Santo, Vitor Buaiz (PV), segundo a qual não quer nenhuma interferência na apuração do caso. A preocupação do governador é com a influência que o pai de Carlos Guilherme tem no Estado.

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