Uma menina de 3 anos morreu em decorrência de um caso de gripe do vírus H1N1, em Cascavel (Oeste). A informação foi confirmada na quarta-feira (24), após exames realizados no Laboratório Central do Estado do Paraná. A criança deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Jardim Veneza, no dia 16, com um quadro avançado da doença e com dificuldade de respiração e veio a óbito horas depois. A cidade ainda investiga a morte de uma uma adolescente grávida. Há também outro caso confirmado e mais um em análise. Segundo informações da secretaria estadual de Saúde, divulgadas antes da confirmação da morte da menina de Cascavel, foram registradas quatro mortes e 11 casos no estado este ano. “O trabalho da secretaria é manter a vigilância constante. Nosso objetivo é que não exista nenhum caso de morte. Por isso, a orientação é que as pessoas que estão no grupo específico indicado para a vacinação busquem uma unidade de saúde para serem vacinadas”, afirmou a enfermeira Vera da Maia, coordenadora do programa de imunização do Estado do Paraná.

No Brasil inteiro, os números de casos H1N1 chegam a 192, com 47 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados no último dia 18. O único Estado da federação que tem índices alarmantes é o Amazonas, com 101 casos e 30 mortes. Nos demais locais os números não apontam preocupação. No entanto, a campanha de vacinação segue em todo o País e a ideia é ampliar a cobertura no sábado (4), quando será feito o Dia D em todo o Brasil. Até o fim da mobilização, no dia 31 de maio, o governo espera que 59,5 milhões de pessoas recebam a dose da vacina, que tem a capacidade de imunizar para três vírus – H1N1, H3N2 e o de linhagem B. Os vírus são os mais recorrentes no ambiente durante o último ciclo, visto que a vacina é atualizada anualmente, e representam os tipos mais perigosos que, em casos mais delicados, podem levar a óbito. Na primeira fase da campanha, de 10 a 18 de abril, só estavam sendo vacinadas crianças e gestantes. Este ano, a campanha incluiu os profissionais das forças de segurança e salvamento entre os que devem se vacinar. A imunização também é recomendada para trabalhadores de saúde; povos indígenas; mulheres até 45 após o parto; idosos a partir dos 60 anos; professores, pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico, além da população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, e funcionários do sistema prisional. “São 3,7 milhões de pessoas a mais sendo vacinadas nesta campanha”, enumerou Julio Croda, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

A gripe – cientificamente conhecida por influenza – é uma infecção causada por três grupos de vírus influenza. Os tipos A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias e que incluem o H1N1. Já o do tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas e não possui impacto na saúde pública. Os sintomas são conhecidos: febre em geral acima de 38 graus, dor muscular e de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. Entre eles, o mais significativo é a febre que dura por três dias. Alguns quadros preexistentes como doenças pulmonares crônicas, cardiopatias, problemas metabólicos crônicos – diabetes, por exemplo –, imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença crônica renal e hemoglobinopatias, podem agravar o estado de saúde.

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