Um preso da cadeia pública da 15ª Subdivisão da Polícia Civil em Cascavel (Oeste) foi infectado pelo vírus da gripe H1N1. A confirmação foi feita pela Secretaria de Saúde de Cascavel, que acompanha casos suspeitos da doença dentro da carceragem. No total, 40 presos apresentaram sintomas de gripe A. Após triagem, os profissionais da saúde realizaram a coleta de exames em 13 detentos. Com a confirmação de um caso, o município aguarda os outros 12 resultados.
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica do setor de imunização do município, Elisabete Nagi, destacou que o preso infectado foi medicado e permanece em contato com os demais detentos. "Nenhum caso evoluiu e eles não estão em celas separadas. A cadeia está superlotada. Os agentes orientam sobre a lavagem frequente das mãos, o uso do álcool em gel e o uso de máscaras, quando necessário", comentou a enfermeira.
Segundo Elisabete, as suspeitas da existência de um surto de H1N1 na cadeia pública de Cascavel começaram em março. Os primeiros exames foram coletados no dia 17. Um médico e um enfermeiro monitoram a saúde dos presos na 15ª SDP e o Estado aguarda a chegada das doses para iniciar a vacinação contra a gripe em 25 de abril. Os detentos estão entre os grupos prioritários que devem ser imunizados. Neste ano, a Secretaria de Saúde de Cascavel confirmou quatro casos de H1N1 na cidade.
De acordo com a assessoria do Departamento de Execução Penal (Depen), 480 presos estão na cadeia pública de Cascavel. A unidade deveria abrigar, no máximo, 132 detentos. Segundo a assessoria, a expectativa do Depen é que parte dos presos possa ser transferida em breve para a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). Desde agosto de 2014, quando os presos se rebelaram na unidade, o local construído para abrigar 1.100 detentos teve a capacidade reduzida para 314. A reforma na penitenciária deve ser concluída em junho.

TUBERCULOSE
Na unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), profissionais da saúde monitoram casos suspeitos de tuberculose. A assessoria do Depen informou que todos os 58 exames realizados durante mutirão na unidade deram negativo para novos casos. Ao todo, 14 já foram confirmados, sendo dez presos da PEL 2, três presos da PEL 1 e um na Casa de Custódia de Londrina (CCL). Na PEL 2, um jovem que cumpria pena na unidade morreu no dia 25 de março, semanas após contrair a doença.

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