Casas são adaptadas para evitar contato com ratos
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de novembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
As cabanas de madeira que abrigam trabalhadores nas áreas de reflorestamento em General Carneiro, no Sul do Estado, onde está ocorrendo foco de hantavirose, estão sendo adaptadas para impedir o acesso de ratos silvestres, transmissores do hantavírus. A adaptação dos abrigos é uma das medidas determinadas pela Secretaria de Estado da Saúde para evitar a disseminação da doença.
Para assegurar que todos os procedimentos sanitários no combate à hantavirose sejam executados, o secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, e o diretor do Centro de Saúde Ambiental da secretaria, Isaias Cantóia Luis, estiveram ontem na região. Um relatório sobre o impacto da doença no local deverá ser entregue na próxima semana.
Em entrevista à Folha, Armando Raggio comentou que algumas medidas estão adotadas desde que se verificaram os primeiros casos da hantavirose em General Carneiro. Desde então, apresentamos relatórios semanais, reforça. Além da sustentação para as cabanas, que não têm custo nenhum para os moradores, a Secretaria da Saúde está se mobilizando para orientar a população com medidas preventivas.
O secretário não descarta a possibilidade da doença voltar a se manifestar, mas acredita que o trabalho de contenção já apresenta resultados. Ele lembra que há alguns dias um morador teve febre - um dos primeiros sintomas da doença - e procurou o posto de saúde da cidade. Essa atitude é resultado do nosso programa de orientação, enfatizou Raggio.
Só este ano foram registrados sete casos de hantavirose no Estado, cinco na região de General Carneiro e dois em Campina Grande do Sul. Segundo Raggio, medidas preventivas estão sendo tomadas também na Região Metropolitana de Curitiba.
A hantavirose é uma doença causada por um vírus existente na urina, fezes e saliva de ratos silvestres. A transmissão se dá pela mordida ou contato com fezes e urina desses animais, especialmente em locais fechados.


