Casas noturnas do Rio vão proibir a entrada de lutadores acusados de promover brigas
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Andréia Maia 
Rio, 25 (AE) - Após as brigas recentes entre lutadores de academias rivais de jiu-jítsu, entre eles Ryan Gracie, os donos de casas noturnas da Barra da Tijuca e a subprefeitura da área decidiram proibir a entrada dos jovens que promovem as confusões. As danceterias vão receber um cadastro com os nomes dos lutadores conhecidos pelos tumultos e pancadarias. A relação será feita pela delegacia da Barra da Tijuca.
Um dos acusados de promover brigas nas boates da região, o lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie, de 26 anos, continua foragido. Ele está sendo procurado pela Polícia Civil, mas ainda não foi localizado. O advogado do atleta adiou para hoje a entrega do pedido de revogação da prisão preventiva. Gracie tem interrogatório marcado para o dia 29, às 13 horas, no 1º Tribunal do Júri. Se for condenado, o lutador poderá cumprir pena de quatro a 20 anos de prisão.
O rapaz teve a prisão preventiva decretada na quarta-feira à noite pelo juiz João Guilherme Rosas Chaves Filho
que acolheu a denúncia do Ministério Público. O atleta é acusado de esfaquear Marcus Vinícius da Rosa, de 25 anos, durante uma briga na casa noturna Ilha da Fantasia, na Barra da Tijuca, na zona oeste, no último dia 13.
A denúncia foi feita pela promotora Mônica Costa, que em seu parecer concluiu que o lutador tentou matar Rosa depois de ouvir o depoimento de testemunhas que assistiram a briga na danceteria Ilha da Fantasia. Em seu despavho, Chaves Filho argumenta que "há realmente indícios de autoria de Gracie pelo delito do crime, considerado hediondo".


