Maurilo Clareto/Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
DevoçãoMulher ajoelhada, segura vela durante a missa na Igreja Santo Antônio do Pari, no dia de Santo AntônioNa madrugada do dia de Santo Antônio, ontem, um casarão antigo do Brás, zona central de São Paulo, que já serviu de capela para os primeiros devotos do milagreiro no Brasil, desabou. O telhado do prédio, que fica na esquina das Ruas Maria Marcolina e Miller, cedeu, derrubando uma parede e atingindo uma árvore na calçada. O prédio é ocupado por duas confecções, a Comando 77 e a Mike Jeans, que não foram atingidas. A parte que desabou estava abandonada e ninguém ficou ferido.
Segundo Aparecida Freitas, que mora no Pari (bairro vizinho) e trabalha na Paróquia de Santo Antônio, famílias vindas de Portugal trouxeram a devoção a Santo Antônio e reuniam-se no casarão, que acabou se tornando uma pequena capela. A história é confirmada por outros moradores e comerciantes do bairro.
A 200 metros do prédio abandonado e cercado de entulho, centenas de pessoas reuniam-se ontem na ‘‘nova’’ igreja de Santo Antônio para celebrar o dia do padroeiro, tido como o santo mais popular entre os brasileiros. O santo é conhecido no País por facilitar casamentos. Muito emocionadas, as pessoas levavam pães para ser benzidos. Na frente da igreja, barracas vendiam guloseimas e o tradicional bolo de Santo Antônio.
‘‘Este ano fizemos cinco mil quilos de bolo’’, informou Lourdes Martins, da paróquia, que diz ter ‘‘nascido comendo’’ o doce. ‘‘Quem come um pedaço arruma casamento, nem que seja com 90 anos’’, explica a devota, que é casada. ‘‘Mas ele é formidável também para conseguir outras graças’’.

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