Casal nega envolvimento em morte de filha de 4 anos
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Rafael Fantin<br>Reportagem local 
Rolândia - A Polícia Civil de Rolândia apresentou na tarde de ontem Edson Aparecido Bergamaski, de 30 anos, e Thais Dayane Cavalcante, de 23. O casal é suspeito pela morte da filha de 4 anos, encontrada em um fundo de vale em Rolândia, região metropolitana de Londrina (RML), no início deste ano. A mulher foi presa na última sexta-feira em Cabrália Paulista, e o pai da vítima se entregou na delegacia de Bauru. A Justiça decretou a prisão preventiva do casal e a transferência para a Delegacia de Rolândia, onde os dois permanecem detidos em celas separadas, isolados dos outros presos.
Em entrevista coletiva, o delegado de Rolândia, Walter Helmutt Júnior, afirmou que o casal entrou em contradição durante os depoimentos colhidos no Paraná e no Estado de São Paulo. "Mesmo com a investigação e informações colhidas, eles permanecem com versões divergentes. Eles fizeram a viagem juntos e tiveram a oportunidade de conversar. Mesmo assim, o casal manteve versões diferentes sobre o fato durante os interrogatórios", revelou.
O delegado também lembrou que o casal continuou na residência em Rolândia após a localização do cadáver e não procurou a polícia para o reconhecimento do corpo. "Em momento algum entraram em contato com médicos ou com a polícia. Pelo contrário, deixaram o local em fuga e chegando no interior de São Paulo permaneceram em silêncio sobre a filha apesar de questionamentos dos parentes", acrescentou. Ele deve realizar uma acareação entre o casal, mas adiantou que acredita na manutenção das versões apresentadas pelos suspeitos desde as prisões.
Helmutt Júnior explicou que o Instituto de Criminalística não conseguiu confirmar sinais de violência no corpo, que já estava em decomposição. Assim, o delegado aguarda os laudos dos exames de necropsia para conclusão do inquérito. "O pai da vítima já tinha passagem pela polícia por furto, e o casal perdeu a guarda dos três filhos por um ano e meio, em 2013, por causa do uso de crack", informou.
VERSÕES
Segundo a mãe, a menina teria se queixado de dores abdominais durante o Réveillon e foi medicada, mas por volta das 5h da manhã, o pai constatou que a menina estava morta. "Eu sai de casa desesperada com as outras duas crianças, e ele não me falava onde estava o corpo. Minha filha morreu dormindo, e eu nunca vi o pai fazer mal aos filhos. Mas, foi cruel deixar o corpo em um terreno", relatou. Thais afirmou que acredita que o laudo da necropsia vai comprovar a sua inocência. "Errei por não ter chamado a polícia e por não pedir ajuda de um médico, mas eu não sou um monstro", declarou.
Já o pai confessou que enrolou a filha em um cobertor e deixou o corpo em um local isolado. "Eu fiquei com medo de perder os outros filhos, pois tive problemas com a Justiça no passado. Mas, estou arrependido e, por isso, me entreguei", disse Edson.


