Casal homoafetivo conquistou o direito de adotar uma criança no Paraná. A decisão foi concedida pelo juiz Sérgio Luiz Krenz, da Vara da Infância e da Juventude de Cascavel. Para ele, o principal motivo da escolha foi o bem-estar da criança.
''A criança tem oito anos, era atendida por um programa de acolhimento familiar e vivia com o casal há mais de dois anos. Ela é portadora de paralisia cerebral, precisa de cuidados especiais e não havia outras pessoas interessadas em adotá-la. O casal está junto há 12 anos e tem condições financeiras e psicológicas de cuidar da criança, por isso autorizei adoção'', afirmou Krenz.
Ele disse que a legislação permite que uma pessoa solteira adote, mas neste caso a melhor opção foi pelos dois. ''Se acontecer de um deles morrer ou uma separação entre o casal, a criança terá direito à sua família garantido, já que foi adotada pelos dois. Além disso ela têm vínculo afetivo com ambos'', explicou.
Para ele a criança não poderia ter o direito a uma família negado. ''Sabemos que se a levássemos de volta para o abrigo, as chances de aparecer uma família interessada em adotá-la eram mínimas. Ela teve antes um pai e uma mãe que a maltrataram e abandonaram, a Justiça não pode fechar os olhos para as novas estruturas familiares que estão surgindo.''

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