Paris - O médico francês Raymond Martinot, 80 anos, quis, como último desejo, que colocassem seu corpo no congelador de seu castelo, junto ao da esposa. Ele tinha congelado o cadáver da mulher, falecida por causa de um câncer em 1984, na expectativa de que os avanços da ciência lhe permitissem um dia ressuscitá-la e curá-la.
As autoridades administrativas francesas já anunciaram sua intenção de recorrer à justiça depois da morte, sexta-feira, do médico, no castelo de Preuil, em Nueil-sur-Layon (oeste da França). ‘‘Seu congelamento é ilegal e a única solução é a incineração ou o enterro’’, alegaram.
Doutor em biologia, o médico não ocultava suas crenças, e inclusive chegou a organizar visitas à cripta onde se acha o congelador.

mockup