Casal Del Corso reafirma apoio a Monik
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segunda-feira, 03 de agosto de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O advogado Elias Mattar Assad convocou uma coletiva de imprensa, ontem à tarde, em que comentou vários pontos do caso Morro do Boi. Assad é assistente de acusação do Ministério Público Estadual (MP-PR) e defensor das famílias das vítimas. O crime ocorreu no dia 31 de janeiro desse ano, em Matinhos. O estudante Osíris Del Corso, 22 anos, foi assassinato e a namorada dele, Monik Pergorari Lima, 23, foi ferida e está paraplégica.
A intenção do advogado foi reafirmar o apoio ao reconhecimento feito por Monik de que Juarez Ferreira Pinto, 42, seria o autor do crime, e colocar em dúvida a confissão de Paulo Delci Unfried, 32, já descartado pelo MP. A gente vem sofrendo demais. E agora teve essa manobra de alguém tentando defender o verdadeiro culpado, disse a mãe de Osíris, Maria Zélia Del Corso sobre a aparição de Unfried, que ocorreu no final de junho.
Utilizando um vídeo sobre a infância de Osíris, o defensor mostrou que o jovem já havia estado com a família no Morro do Boi quando criança. O vídeo apresentou pontos da vida de Osíris e de Monik. O objetivo foi afastar qualquer acusação de que o casal esteve no local para comprar drogas. Segundo o advogado, a hipótese teria sido levantada por órgãos de imprensa, que a família e o defensor não nominaram.
Assad também questionou o procedimento policial quando Unfried foi preso. Segundo ele, a polícia deveria ter levado Unfried ao Morro do Boi para checar sua confissão e verificar se ele sabia detalhes do caso antes de falar sobre um suposto novo suspeito. A Secretaria de Estado da Segurança Pública não se pronunciou sobre o assunto.
Um registro de doação de sangue do casal feito um mês antes do crime foi apresentado como prova de que eles não eram usuários de drogas.
Durante a coletiva, o advogado levou Gilmar e Cristiane Yared, pais do jovem Gilmar Rafael Yared, vítima de um acidente de carro, causado pelo ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho. A presença deles ocorreu em apoio a família Del Corso. A gente veio aqui para dizer para a família que tem que falar, botar a boca no trombone, porque se não, nada acontece, afirmou Cristiane.


