A artista plástica Carla Patrícia Coelho, 29 anos, e seu namorado, Flávio Oliveira e Silva, cujo sumiço teve repercussão em todo o País por terem se conhecido via Internet e desaparecido misteriosamente, foram presos sábado à tarde, em Teresina (PI), pela Polinter.
A prisão dos dois aconteceu graças à informação da proprietária de um hotel, Maria dos Santos, que recebeu em pagamento da hospedagem um cheque sem fundos. Ao dar parte na delegacia de Parnaíba, a hoteleira reconheceu uma fotografia dos dois e os denunciou. Como eles haviam colocado na ficha que o próximo destino seria Teresina, duas policiais de Mato Grosso do Sul entraram em contato com a Polinter.
As primeiras informações fornecidas à imprensa é que Flávio Oliveira e Silva está com prisão decretada em Campo Grande, por não haver pago pensão alimentícia a um filho. Sua situação se complicou depois que ele alugou um carro na locadora Localiza e não o devolveu. A polícia de Goiânia registrou a queixa como ‘‘roubado’’, e a partir daí começou a procurá-los. A história do casal tem chamado a atenção de todo o Brasil porque seu relacionamento começou através da Internet.
Patrícia, moça de classe média de Campo Grande, conheceu Flávio, que reside em Goiânia, através do computador. Ela resolveu conhecer o namorado pessoalmente e, de Goiânia, os dois foram para Fortaleza, onde ficaram hospedados no luxuoso Marina Park Hotel, um 5 estrelas, localizado em frente à praia. Todos os dias, Patrícia se comunicava duas vezes com a família, mas a partir do último dia 7 não falou mais com seus pais. Com o súbito desaparecimento, eles ficaram preocupados e procuraram informações com a família de Flávio.
‘‘Fazendeiro’’Os parentes de Carla Patrícia informaram que o rapaz mentira a ela, quando disse que era fazendeiro e sobrevoava suas fazendas num avião Lear Jet. Mas foi descoberto, posteriormente, que ele residia, na verdade, na periferia de Goiânia, em uma casa humilde, do seu pai. A família descobriu que, para o encontro em Goiânia, a artista plástica levou R$ 10 mil, enquanto Flávio levou apenas R$ 11,00. A partir daí passaram a emitir cheques sem fundos, o que aumentou a preocupação da família.
O delegado Francisco Rodrigues disse que Carla Patrícia e Flávio prestarão depoimento e depois ficarão à disposição da Justiça de Mato Grosso, devendo as policiais que os seguiam, Maria Campos e Fábia Maria, escoltá-los até aquela cidade.

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