Casal com dois filhos decide adotar mais três
A microempresária Vera Lúcia Frentin e o economista Irani Antonio Trentin, casados há 26 anos, já tomaram uma decisão. Há 21 anos o casal adotou a primeira filha, Janaína, ainda bebê. Em seguida adotaram o bebê Daniel, hoje com 18 anos. Agora, decidiram dar um lar a três irmãos, uma menina de três anos e um casal de gêmeos de cinco anos. ''Eu trabalho como voluntária em um lar e conheci a menina. Depois acabei sabendo que ela tinha mais dois irmãos'', disse.
Vera conta que, desde o início, a família toda se interessou em adotar as crianças. Até que todos se reuniram, planejaram a nova vida e decidiram pela adoção. Para isso, o marido precisou arrumar um segundo emprego para aumentar a renda. Agora, eles só aguardam os trâmites legais do processo de adoção.
''As pessoas têm que pensar que as crianças abandonadas são um problema social, e que adotar uma criança não significa só realizar um desejo dos casais, mas principalmente intervir para resolver este problema social'', destaca Elaine Salcedo, presidente da ONG Recriar: Família e Adoção. Ela lembra que uma situação comum nos abrigos é das crianças que alimentam o desejo de serem adotadas. Pelo menos até a pré-adolescência, quando, em geral, os menores se conscientizam de que dificilmente sairão do abrigo.
A campanha também distribuirá cartazes nos postos de saúde para conscientizar mães biológicas a não abandonar seus filhos e sim doar pelo processo legal através da Vara da Infância e da Juventude.





