Casal acusa radiologista de erro médico
Rio, 17 (AE) - O casal Patrícia Maria de Jesus e Natanael Santos decidiu processar o médico radiologista José Enrique Ishiuchi sob acusação de erro médico. Segundo o casal, em dezembro, após fazer uma ultra-sonografia em Patrícia, que na época estava grávida de cinco meses, o médico apresentou um laudo afirmando que o bebê estava morto. Santos e a esposa decidiram fazer um novo exame em outro local e foi constatado que a criança estava viva e passava bem.
O primeiro exame foi feito por Patrícia no dia 02 de dezembro, na Casa de Saúde e Maternidade São José, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O serviço de ultra-sonografia do hospital é terceirizado e realizado pelo Laboratório Vita-Imagem - ultra-sonografia/cardiotocografia, do médico José Enrique Ishiuchi. No laudo, ele afirma que a gestação, de 21 semanas, estava interrompida. "Me senti triste, arrasada", contou Patrícia. Segundo o pai da criança, o radiologista teria afirmado que a solução para o caso seria a realização de uma curetagem. "Ele disse que o bebê já estava morto há quatro dias e que tínhamos que fazer a curetagem o mais rápido possível", relembrou. "Ele propôs realizar a cirurgia por R$ 200,00". Desconfiados do laudo, Patrícia e o marido decidiram fazer mais uma ultra-sonografia, no Hospital São Francisco de Paula, também na Baixada Fluminense. Desta vez, porém, o resultado não apresentou problemas.
Após pedir a abertura de um inquérito na polícia, o casal contratou um advogado para entrar com uma ação contra o radiologista. Os dois também vão levar o caso para o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) para que o médico seja investigado. "Isso pode ter acontecido com outras pessoas, mas só o tempo vai dizer", observou Santos. Patrícia, que já tem uma menina com Santos, disse que ainda não se recuperou do trauma. "Ele foi muito frio comigo, não teve pena de mim, simplesmente falou que o bebê estava morto e acabou". O médico não foi localizado para responder às denúncias.





