Muita gente aproveitou o domingo para circular pelos corredores da Casa Japão. Celebração das mais importantes da cultura japonesa, a 44 Exposição Agrícola e Cultural de Londrina, que começou sábado e segue até o próximo dia 11 no Centro de Eventos (Zona Sul), também traz um pouco de brasilidade, provando que a convivência harmoniosa entre culturas diferentes é perfeitamente possível.
Os mais de 130 expositores oferecem de tudo ao visitante. E além de produtos, quem foi até a feira ontem viu número teatral de beisebol em câmera lenta, realizado pelos alunos da escolinha da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), entidade que organiza o evento. Sem saber explicar os motivos que o levaram a praticar o esporte, Nilton Fukushima, de 11 anos, de Apucarana disse que ''já gostava mesmo antes de começar a treinar''. O amigo brasileiro Antônio Vitor Anizelli, 11 anos, destacou que para ser um bom jogador ''é preciso esforço, força de vontade e disciplina'', características marcantes tanto do japonês quanto do brasileiro.
Enquanto relaxava em uma cadeira de massagem especial com infra-vermelho e magnetos, a psicóloga Regina Carvalho, 63 anos, quase cochilou. ''Queria ficar aqui o dia todo'', confessou. O representante da novidade, Alessandro Dantas, confirmou que a feira é um ótimo chamariz de vendas. ''A clientela japonesa para massagem é muito boa'', comemorou.
Num outro canto da feira, o farmacêutico por formação mas artista plástico por profissão Augusto César Meneghatti ensinava a técnica do Kirigami (esculturas de papel feitas com tesoura). A estudante Daniella Myazaki, de 16 anos, aprovou a oficina. ''É legal porque é muito simples de fazer'', afirmou. Pertinho dali, os visitantes também podiam aprender a técnica do Shuuji (caligrafia japonesa), bem mais demorada.
Mas se por todos os lados da exposição, a cultura japonesa salta aos olhos também é verdade que o evento mostra um pouco da cultura brasileira, principalmente a culinária. Depois de se esbaldar com os sushis e sashimis, o visitante pode apreciar na praça de alimentação o prato do momento: a tapioca. A filha de baianos, Odete Roque dos Santos, explicou que a iguaria feita com farinha à base da goma da mandioca ''está na moda'' por causa da novela ''Da Cor do Pecado''.
E quem ficou até o anoitecer caiu na dança, ou melhor, no Bon Odori e no Matsuri Dance, ''uma espécie de Bon Odori pop'' explicou as amigas Alessandra Kawahigashi, 17 anos, Isabela Nakamichi, 15 anos, e Roberta Maeoki, 16 anos, que prestigiam a exposição todo ano. ''É muito bacana, tem muita coisa para ver e para comprar'', festejam as amigas.
Serviço: De hoje até sexta-feira, a Casa Japão abre das 18 horas às 23 horas. Hoje, tem apresentação de coros vocais a partir das 19h30 e Bon Odori e Matsuri Dance a partir das 21h30. Os ingressos custam R$ 3,00. Para estudantes e com o bônus da Folha de Londrina, a entrada cai para R$ 1,50. A entrada é gratuita para crianças de até 10 anos e idosos com mais de 60 anos.

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