Casa é invadida no Residencial Ana Terra
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Londrina - Na tarde de ontem chegou até a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) uma denúncia de que uma das 85 casas do Residencial Ana Terra (Zona Norte), construído por meio do programa Minha Casa Minha Vida, teria sito invadida. De acordo com o presidente da Cohab-Ld, João Verçosa, a proprietária da casa teria conseguido o imóvel através das cotas para idosos delimitadas pelo programa.
Conforme Verçosa, ela decidiu fazer um muro e colocar piso na casa antes de mudar. Durante a reforma, deixou uma sobrinha residindo no imóvel. ''A proprietária estava se programando para fazer a mudança nesta semana e pediu que a sobrinha desocupasse a casa no último domingo. Na quarta-feira uma família invadiu o local'', explicou.
Verçosa disse que a família invasora alega que a casa estava abandonada e que teria virado um mocó. ''Esta informação não procede. Eles arrombaram o portão e entraram na casa'', disse. Ele acrescentou que a proprietária foi orientada pela Cohab a fazer um boletim de ocorrência. ''A Secretaria Municipal do Idoso está acompanhando o caso. A proprietária terá que entrar com advogado para recuperar a casa. Se for necessário iremos acionar o Ministério Público para auxiliar'', destacou.
Apesar de garantir que a Cohab está auxiliando a proprietária da casa, Verçosa disse que a companhia não tem autonomia para retirar a família do imóvel. ''Estamos atentos ao caso, mas a própria comunidade precisa se organizar e cobrar segurança dos órgãos competentes. Esta é uma iniciativa que tem que partir dos moradores. Eles precisam caminhar pelas próprias pernas'', afirmou.
O presidente da Cohab afirmou que as famílias contempladas pelo Minha Casa Minha Vida são selecionadas por assistentes sociais de acordo com critérios preestabelecidos. ''Sabemos que muitas famílias que mudaram para o Ana Terra estão sofrendo preconceito de moradores de comunidades vizinhas'', disse.
''Temos denúncia de que mais duas casas teriam sido invadidas naquele conjunto e inclusive os móveis de uma delas teriam sido queimados na rua'', completou.
Os moradores do bairro estavam apreensivos e com receio de falar com a reportagem sobre o assunto. Conforme uma vizinha da casa, os invasores chegaram ao local na quarta-feira e continuam ocupando a residência. ''Os móveis deles estão no quintal. Hoje à tarde veio bastante gente da polícia aí, mas acho que eles não saíram'', disse.
O secretário municipal de Defesa Social, Joaquim Antonio de Melo, disse no início da noite de ontem que ainda não havia sido comunicado sobre a ocorrência. ''Não tenho como avaliar o que poderia ser feito com referência à atuação da guarda. Ainda não fui comunicado. Temos que ver se é competência da guarda atuar neste segmento'', declarou. A reportagem tentou contato com a Polícia Militar no início da noite de ontem, mas não obteve sucesso.


