Maringá - O delegado-chefe do Departamento de Policiamento do Interior (DPI), Julio Reis, e homens do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) vão reforçar a investigação que apura o atentado contra a casa do delegado-operacional da 9 Subdivisão Policial, Laércio Fahur, ocorrido na noite de domingo no Jardim Imperial, em Maringá. De acordo com Reis, a Polícia Civil vai dar ''atenção especial'' ao caso, que pode estar relacionado a uma série de atentados a tiros que aflige a cidade do Noroeste desde meados do ano passado.
Segundo informou o delegado Fahur à Folha ontem por telefone, os tiros partiram de uma pistola 9 milímetros e atingiram a janela da sala, o muro e o portão da casa. Ninguém ficou ferido. ''Foi por volta das 23h40, quando já estava me recolhendo'', afirmou. A vítima disse que mais três pessoas estavam na casa - a esposa e dois filhos - e que foram acordadas com o ruído dos disparos. Testemunhas informaram à polícia que os tiros foram efetuados por um homem que estava na garupa de uma moto preta. Por esta versão, eles fugiram logo em seguida.
Ontem, o delegado Fahur já depôs ao colega responsável pelo inquérito, Nagib Nassif Palma, que estava acompanhado pelo delegado-chefe da 9 SDP, Osnildo Carneiro Lemes.
Conforme o delegado-chefe da DPI declarou por nota divulgada pela Polícia Civil, ''trata-se de uma investida criminosa não apenas contra um policial, mas contra a instituição'. Ele explicou os motivos do reforço: ''Além de acompanharmos os primeiros passos dessa investigação, é importante prestarmos apoio para a família do delegado Fahur'', afirma. Reis visitou a casa de Fahur, por uma determinação do delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto.
A série de atentados em Maringá começou com um ataque contra a Câmara de Vereadores há exatamente um ano. O segundo caso foi um ataque a tiros contra o prédio que abriga a Rede Paranaense de Comunicação na cidade. Os ataques prosseguiram - uma agência bancária, uma oficina de motos e um carro - e se estenderam até municípios vizinhos - a Câmara de Sarandi e a Delegacia de Paiçandu também foram atacadas por homens de moto na madrugada. Em junho, foi a vez da casa de um capitão da Polícia Militar.

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