Washington, 02 (AE-REUTERS) - A Casa Branca insistiu hoje (02) que as espionagens americanas no Iraque foram desenhadas para auxiliar o trabalho dos inspetores de armas da ONU, negando um relatório que diz que as informações foram coletadas sem o conhecimento da organização.
O The Washington Post, citando fontes do governo americano e documentos, publicou hoje uma matéria afirmando os serviços de inteligência dos EUA espionaram o Iraque por três anos sem o conhecimento dos times de controle de armas da ONU, esses utilizados, na verdade, para disfarçar o trabalho dos espiões.
Segundo o jornal, a Comissão Especial da ONU, conhecida como Unscom, não autorizou ou se beneficiou da operação sigilosa dos Estados Unidos.
"Tudo o que os EUA fizeram foi para apoiar a Unscom em seu esforço de aniquilar o programa de armas de destruição em massa do Iraque", afirmou o porta-voz da Casa Branca, David Leavy.
Ele negou-se a comentar detalhes da operação, afirmando apenas que alguns aspectos da matéria publicada pelo jornal não são corretos.
De acordo com o Post, Washington utilizou equipamentos e locais reservados à Unscom sem permissão, em ordem a interceptar um grande volume de comunicações ordinárias dos militares iraquianos.
Previamente, a Casa Branca havia admitido que a inteligência americana havia instalado equipamentos de escutas em alguns locais no Iraque, mas com o consentimento da Unscom.
"O Iraque está desenvolvendo armas de destruição em massa... nós sabemos que eles estão desenvolvendo (as armas) para usá-las contra os interesses dos EUA", disse Leavy.

mockup