Carvalho reafirma 'admiração e adesão absoluta' a Malan
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Rodolfo Spinola (especial para a AE) 
Fortaleza, 03 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho, reafirmou hoje, em Fortaleza, no Centro Administrativo do Passaré, do Banco do Nordeste, a "admiração e adesão absoluta à ação do ministro Pedro Malan, da Fazenda".
"Como tive oportunidade de dizer ontem (02), em evento que provocou essa polêmica, reconheço no ministro Pedro Malan o líder desse momento exitoso, que foi de levar o País para o campo e o mundo da estabilidade; tenho uma identidade absoluta com os princípios e a prática da política econômica do ministro Pedro Malan, que é dotada e autorizada e comandada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso", assinalou Carvalho, ao desafiar alguém que mostre uma declaração dele que aponte divergência com a equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso
na condução do desafio em busca do desenvolvimento com estabilidade.
Carvalho esteve hoje em Fortaleza para lançar, junto com o presidente do Banco do Nordeste e com o secretario da Camex, embaixador José Botafogo Gonçalves, o Programa Especial de Exportações do Estado, que prevê atingir U$ 1 bilhão até 2002.
"Com isso, quero dizer que estranho, com certeza, a reação que encontro dos analistas, que pegam uma frase, duas frases, uma palavra, duas ou três palavras, para caracterizar aquilo que muitos de nós poderia dizer dentro do governo Fernando Henrique; não há nenhum motivo para isto e tenho a certeza de não ter dado nenhuma condição para que as palavras sejam ditas", afirmou. "O que tenho a dizer, no entanto, é que
de fato, nós ocupamos dentro do governo papéis distintos, pois, se todos pudessem ficar numa mesma área, não haveriam os ministros", continuou. "O ministro Malan cuida da área financeira, da área econômica, das diretrizes macroeconômicas do País com grande competência e quero dizer que tenho a maior admiração pela coragem e ousadia com que ele tem enfrentado todas as dificuldades", observou Carvalho.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento, frente "à crise internacional mais recente, uma atitude de acomodação ou uma atitude leriente ou uma atitude covarde, nunca seria a atitude que o ministro Malan teve, quando, enfrentando uma enorme turbulência internacional, ousou definir a flutuação do câmbio".
Carvalho afirmou que o papel que o ministro da Fazenda desempenha é o mais importante que o governo tem, "com o apoio total não só do próprio presidente Fernando Henrique, como de toda a sua equipe".
"Eu vou lutar permanentemente para, dentro das restrições, com a adesão completa da estabilidade da moeda, criar e buscar as condições da maneira mais ousada para acelerar o crescimento do País, para criar que este País possa, efetivamente, superar os índices medíocres de crescimento que nós estamos tendo."
O ministro, depois de lembrar a solenidade de lançamento do Programa Avança Brasil, disse que o País quer "estar, ano que vem, crescendo no mínimo ao ritmo de 4%". "É por isso que todas as ações voltadas para o desenvolvimento não serão baseadas em avanços da área fiscal, vamos alavancar recursos privados para fazer a economia e o desenvolvimento avançar", disse.
Comentando o discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pediu hoje, no Senado, a exoneração dele, por estar criando problemas para o governo, Carvalho preferiu ironizá-lo. "Meus grandes respeitos", transmitiu Carvalho a Simon.
Ele recomendou, no entanto, que o senador lesse efetivamente os discursos dele com cuidado e não as manchetes porque da leitura dos discursos poderá localizar uma "absoluta identidade quanto à linha definida pelos ministros em sintonia com o presidente da República".


