Carvalho faz defesa do aumento do preço da gasolina
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segunda-feira, 02 de agosto de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 03 (AE) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Clóvis Carvalho, defendeu hoje o aumento do preço da gasolina dizendo que o governo não pode adotar critérios arbitrários para fixar o preço dos combustíveis. Segundo ele, "para que a sociedade como um todo, que coloca através de impostos dinheiro nas mãos do governo, não tenha de subsidiar só aqueles que consomem a gasolina", é necessário que o preço dos combustíveis siga o que acontece no mercado internacional. Se isso não ocorresse, "como muitas vezes já aconteceu neste País", o governo definiria um preço que não seria pago pelo consumidor, mas pelo contribuinte como um todo.
Carvalho admite que o aumento da gasolina trará um impacto aos custos de produção, mas, segundo ele, "é muito melhor" que o País esteja competitivamente preparado para fazer frente a estes custos do que tenha de enfrentar, no futuro, "uma desvalorização ou a perda do poder aquisitivo da moeda". "Essa é a vida realista que o Brasil tem que ter. Ele tem de enfrentar o custo como eles vêm e trabalhar para ganhar competitividade onde é possível reduzir custos. Os custos externos são inevitáveis", afirmou o novo ministro, acrescentando que o percentual de aumento e a data possível do aumento devem ser perguntados ao Ministério das Minas e Energia e à ANP (Agência Nacional do Petróleo).


