O processo de interligação dos cartórios do Paraná deve começar a operar no início do próximo ano. A informação é de Rogério Bacelar, presidente regional da Associação dos Notários e Registradores (Anoreg). Segundo ele, o projeto está em fase final de implantação e envolve a grande maioria dos cartórios no Estado.
A interligação, feita via on-line, vai agilizar as consultas, tornando mais dinâmica e menos burocrática a prestação de serviços pelos cartórios. De acordo com Bacelar, a interligação é o início do processo de certificação eletrônica dos cartórios, projeto que vem sendo desenvolvido a nível nacional.
Esse modelo de certificação vai permitir às pessoas físicas e jurídicas ter acesso aos serviços dos cartórios pela Internet. ''Isso vai evitar filas, perda de tempo, facilitando a vida de tanto do usuário como dos cartorários'', disse Bacelar. A expectativa de Bacelar é que 100% dos cartórios do Paraná estejam interligados no primeiro semestre do próximo ano.
Reconhecimento de firmas, escrituras e protestos de títulos, por exemplo, são assuntos que poderão ser resolvidos através do computador, sem a necessidade de se deslocar até o cartório ou registro de imóveis. A forma de pagamento pelo serviço ainda está sendo discutida, ms provavelmente deverá ser por meio de cartão de crédito ou débito automático na conta corrente, como acontece hoje com as compras feitas pela Internet.
Atualmente existem dói projetos de certificação eletrônica sendo desenvolvidos a nível nacional. Um deles é da Anoreg e outro do Colégio dos Notários. Bacelar explicou que o Paraná está absorvendo o que há de melhor nessas duas propostas, a fim de implantar um modelo que se adapte à realidade e necessidades paranaenses.
Com a interligação dos cartórios, o Paraná sai na frente de muitos outros estados no processo de certificação eletrônica. Com a interligação concluída, será mais fácil para os cartórios iniciar a certificação via on-line. Otimista, Bacelar acredita que o método de certificação eletrônica deve estar funcionando no Paraná já no próximo ano. Porém, como esse modelo de certificação exige altos investimentos, os cartórios estão em busca de parcerias para viabilizar a proposta.

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