Brasília, 2 (AE) - O ex-presidente José Sarney deixou há pouco a reunião do governador de Minas Gerais com os senadores do PMDB. Ele não quis fazer qualquer comentário sobre o relato que Itamar Franco e seus assessores estão fazendo sobre as finanças do Estado alegando que a reunião ainda não acabou. O governador Itamar Franco distribuiu aos senadores e, também à imprensa, a cartilha "A verdade sobre as dívidas herdadas, as tentativas de diálogo com o governo federal e as medidas de ajuste emergencial adotadas pelo governo de Minas Gerais". Nos comentários iniciais, o governador Itamar Franco afirma que quando era presidente da República, no final de 1994, o País apresentava "uma invejável condição econômica e financeira". Segundo o texto divulgado, a partir de 1995, "a combinação estagnação econômica e juros escorchantes liquidou com o equilíbrio financeiro do setor público". A cartilha de 47 páginas divide em cinco partes a exposição sobre a origem e evolução da dívida mineira. Itamar Franco afirma no documento que encontrou o estado de Minas Gerais "com a economia arrasada
uma dívida represada absurda". As receitas do Estado, segundo a cartilha, "estavam inviabilizadas por antecipações feitas pela administração anterior, o funcionalismo sem receber o pagamento de dezembro e o décimo terceiro salário, o caixa do tesouro praticamente zerado e serviços vitais já em vias de paralisação por falta de pagamento aos fornecedores".

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