MAPUTO, Moçambique, 06 (AE-AP) - As eleições presidencial e parlamentar de Moçambique - as segundas da história do país - foram "preponderantemente livres e justas", disse hoje (06) o ex- presidente americano Jimmy Carter.
Carter, que liderou uma equipe de observadores de 50 membros, afirmou numa entrevista coletiva que os moçambicanos demonstraram "comprometimento com a liberdade, a paz e a democracia".
As atividades voltaram hoje ao normal depois de três dias de votação, enquanto os moçambicanos esperam ansiosamente pelos resultados. Os primeiros números oficiais devem ser divulgados nesta terça-feira. O resultado final deve ser conhecido até 20 de dezembro. Carter disse esperar que a contagem e o anúncio do resultado final ocorram em tranquilidade.
O presidente Joaquim Chissano, um ex-marxista e líder da Frente para a Libertação de Moçambique (Frelimo), tenta a reeleição e está sendo desafiado por um ex-inimigo da guerra civil, Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
A Renamo também lidera uma coalizão de partidos menores na disputa parlamentar.
Apesar de Carter ter elogiado a votação, ele destacou que fundos de campanha foram entregues tarde aos partidos de oposição, e citou as reclamações da Renamo de que seus membros foram intimidados enquanto faziam propaganda em três bastiões pouco povoados da Frelimo. Carter criticou autoridades eleitorais por terem informado sobre as intimidações à polícia em vez de elas mesmas terem lidado com o caso.
Dhlakama estava otimista em relação às chances de seu partido, mas deixou em aberta a possibilidade de entrar com uma denúncia de que algumas urnas receberam votos irregulares e que a eleição foi fraudulenta.
A expectativa é de que Chissano vença a eleição presidencial, mas seu partido pode perder a maioria no parlamento.

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