Curitiba - Trabalhadores dos Correios aproveitaram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento do Plano Safra 2008/2009, em Curitiba, ontem de manhã, para um protesto contra a política salarial da direção da empresa, que os levou a cruzar os braços, desde à última terça-feira. A estratégia parece ter dado certo. Lula teria se comprometido a determinar que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, retomasse as negociações com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect).
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, ao final do evento, o presidente se aproximou dos manifestantes e perguntou a razão do protesto. Os funcionários dos Correios reclamam do não cumprimento do termo de compromisso, que pôs fim à greve realizada em abril último.
Um dos itens do acordo diz respeito ao adicional de risco, que os carteiros queriam ver incorporado aos salários. ''Ele (Lula) disse que sabia do acordo, pois o termo de compromisso tinha sido assinado em seu gabinete, e que iria pedir para que o ministro Hélio Costa entrasse em contato com a federação para retomar a negociação'', afirmou o dirigente sindical.
À tarde, parte dos grevistas foi à Assembléia Legislativa acompanhar a votação do projeto de lei, de autoria do deputado Tadeu Veneri (PT), que torna obrigatória a instalação de porta eletrônica de segurança nas agências dos Correios, que operam em parceria com o Bradesco. O Sintcom apóia a proposta, pois o número de assaltos nessas agências do ''Banco Postal'' teria subido de 12 para 86, entre 2003 e 2006. O projeto foi aprovado, em primeira votação, com 31 votos a favor. Apenas um deputado votou contra.
Ainda de acordo com o sindicato, trabalhadores de outras três cidades - Ponta Grossa, Pato Branco e Cascavel - teriam aderido à greve, ontem.
A assessoria de imprensa dos Correios no Paraná confirmou a adesão parcial de funcionários de Ponta Grossa e Cascavel, mas, em Pato Branco, as atividades estariam normais. A empresa estima que 20% do quadro esteja parado em todo o Estado.

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