Londrina - Na tarde de ontem cerca de 60 funcionários dos Correios se reuniram na Concha Acústica de Londrina para uma manifestação e entrega de uma carta aberta à população pedindo compreensão dos cidadãos para com a greve da categoria que já dura dez dias.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Londrina e Região, Cícero da Silva, pediu um pouco de paciência. ''Nós queremos negociar e voltar ao trabalho'', disse. O movimento de greve é nacional e, de acordo com Cícero, não há previsão de encerramento enquanto não houver uma nova negociação.
Na primeira proposta, rejeitada pela empresa, a categoria reivindicava aumento salarial linear de R$ 400 a partir de janeiro, reposição da inflação em 7,16%, além de 24,76% referentes às perdas acumuladas desde 1994. Atualmente o salário-base da categoria é de R$ 807. A empresa ofereceu reajuste de 6,87%, mais um adicional de R$ 50 a partir de janeiro de 2012.
Os funcionários rejeitaram a oferta e protocolaram na manhã de ontem uma contraproposta que reivindica aumento salarial linear de R$ 200, mas mantém os percentuais de reposição referentes aos valores da inflação e perdas salariais desde 1994 e mantém o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635.
Conforme nota enviada à imprensa pela empresa, o impacto apresentado pela contraproposta dos trabalhadores é praticamente o mesmo que o da proposta anterior. De acordo com o documento, se a contraproposta for aceita o impacto na folha de pagamentos chegaria a R$ 4,3 bilhões.
De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, ninguém no Paraná está autorizado a comentar a greve. Em comunicado, a empresa propõe a suspensão da greve e retomada das negociações tendo por base a contraproposta já rejeitada pelos trabalhadores. De acordo com a empresa, a entrega de correspondências não foi suspensa.

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