Carteiros do Paraná ameaçam entrar em greve no dia 18
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
A maioria dos 4 mil carteiros do Paraná decidiu entrar em greve a partir do dia 18, se não houver negociação com a direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). A afirmação é do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), que ontem promoveu assembléias em Curitiba e Foz do Iguaçu.
Em Guarapuava e Cascavel, os carteiros já votaram pelo início da greve. Serão feitas ainda assembléias em Maringá, hoje, e em Londrina, amanhã. Mas a greve só será deflagrada no Estado se a maior parte dos 80 mil carteiros do Brasil for favorável à paralisação.
De acordo com o diretor do Sintcom, Areovaldo Figueiredo, o movimento foi motivado pela decisão da empresa de pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) apenas em 2003. ''No último acordo, feito na data-base de agosto, a ECT se comprometeu a discutir o pagamento e criou expectativas de que iria pagar agora em dezembro, e por isto vamos cobrar'', afirmou.
Outra reivindicação dos carteiros é que a empresa pague a PLR linearmente para todos os funcionários. A ECT propôs que o benefício seja concedido com base no desempenho do trabalhador. ''Isso criaria discriminação e disputas entre os carteiros'', criticou Figueiredo.
A ECT e representantes dos carteiros devem se reunir mais uma vez amanhã. A empresa não quis se pronunciar, alegando que está em processo de negociação. De acordo com Figueiredo, se houver greve, apenas serviços como entrega de Sedex e encomendas de valor registrado seriam mantidos. Cartas comuns e contas teriam entrega suspensa.


