Carteira do Lloyds Asset Management cresce 61% no semestre
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segunda-feira, 28 de junho de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 29 (AE) - A carteira de investimento administrada pela Lloyds Asset Management (Lam) cresceu 61% no primeiro semestre deste ano e hoje já totaliza R$ 3,1 bilhões. Em janeiro, a carteria era de R$ 1,89 bilhão. O maior crescimento foi obtido no segmento institucional - fundos de pensão e seguradoras, que investiram R$ 1,2 bilhão.
Os investidores pessoa física aplicam R$ 1 bilhão do total da carteira e os fundos estrangeiros, R$ 500 milhões. O restante da carteira é formado por investidores pessoa jurídica e distribuidores.
Os dados foram apresentados pelo diretor comercial da Lam, Alberto Fernandes, que participa em Brasília de road-show da empresa pela região Centro-Oeste. Segundo Fernandes, a ampliação da participação de investidores pessoa física é estratégia da empresa.
Nos próximos dois a três anos, a Lam quer aumentar o número de investidores pessoa física das classes A e B. Hoje, esse segmento está restrito a investidores que aplicam grande volume de recursos. "Vamos ampliar esse mercado usando muita tecnologia", disse Fernandes.
A Lam vai também entrar pesado no mercado de previdência a partir do próximo ano. O caminho escolhido é o dos Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBL), pelo qual o cliente pode mudar de empresa sem pagar nenhuma tributação. "A área de previdência é o mercado que mais vai crescer no País", disse o diretor da Lam.
Nos últimos quatro meses deste ano, a Lam aumentou em US$ 150 milhões a sua carteira de investimento de fundos estrangeiros. Segundo o diretor comercial da Lam, o grosso dessa captação foi para fundos de renda fixa. A maior parte dos recursos - 70% - veio dos Estados Unidos. O restante é formado por investidores europeus.
O diretor da Lam disse que até agora a captação no exterior da empresa ainda não sofreu impacto do aumento da alíquota do Imposto de Renda para 15% sobre as aplicações de capital estrangeiro em fundos de renda fixa, que vai passar a vigorar a partir da próxima quinta-feira. "Vai haver impacto, mas a alta taxa de juros faz com que o investidor estrangeiro ainda veja o Brasil como um País atraente", disse ele.


