A partir da próxima semana, 13 milhões de moradores de 43 municípios passarão a usar o Cartão SUS, o sistema informatizado de atendimento do Sistema Único de Saúde que está sendo preparado há dois anos. Essas cidades fazem parte de um projeto-piloto que o Ministério da Saúde lança hoje em Florianópolis (SC) e colocará em prática neste primeiro semestre.
O Cartão SUS - um cartão magnético igual aos de banco - é a principal aposta do ministério para tentar organizar o sistema de informações de saúde no País.
A instalação do sistema prevê que cada unidade de saúde ligada ao SUS - postos, hospitais e ambulatórios - terá pelo menos um computador conectado em rede com o sistema nacional.
A medida permitirá o controle de relatórios divididos por doença, período de atendimento, tipo de exame solicitado e até por remédios receitados. Com isso, o governo pretende racionalizar também a compra de medicamentos.
‘‘Hoje podemos demorar mais de dois meses para detectar um surto. Com esse sistema, podemos gerar relatórios a cada hora, se for necessário’’, afirmou Geraldo Biasoto Júnior, secretário de investimentos em saúde.
‘‘Poderemos saber se o que o SUS está comprando é suficiente, se algo está sobrando ou faltando’’, disse Rosani Cunha, coordenadora do projeto, que já recebeu R$ 90 milhões de investimentos.
Os recursos foram usados para desenvolver os computadores, criados especialmente para o projeto, os programas, capacitar 35 mil pessoas e instalar 10 mil equipamentos em 1.900 unidades de atendimento.
Os primeiros usuários a receberem os cartões serão os moradores das cidades de Florianópolis (SC), Cerro Azul (PR), e Aracaju (SE), além de São José dos Campos (SP).
‘‘Hoje estima-se que a maior parte do tempo nas unidades de saúde é gasta com preenchimento de fichas, guias, pedidos de exames’’, disse o ministro José Serra. ‘‘O cartão acaba com esse desperdício e facilita o atendimento.’’ (Agência Folha, de Brasília)

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