Cartão Pelé vai financiar projetos sociais
São Paulo, 17 (AE) - A MasterCard e o Unibanco juntaram Pelé e a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança num produto que deve render R$ 150 milhões mensais para programas em benefício a crianças e adolescentes carentes. Com um cartão de crédito lançado hoje em São Paulo, os dois grupos querem conquistar usuários comprometidos com a causa social, automatizando uma contribuição de R$ 3, R$ 5 ou R$ 10 por mês, que serão integralmente repassados a projetos reconhecidos pela Fundação Abrinq.
Quem adquirir o "Cartão Pelé Unibanco MasterCard" poderá optar por um dos três valores a serem descontados na fatura. O valor da anuidade foi estabelecido em R$ 59, para reforçar o "cunho social" da iniciativa, segundo Márcio Schettini, presidente da Cartão Unibanco. "A anuidade poderá ser parcelada em até 12 vezes", explicou ele, durante o lançamento do cartão, no Museu Brasileiro da Escultura. Pelé participou do evento.
A figura do atleta foi associada ao produto por dois motivos: ele é o "porta-voz global da MasterCard", segundo o diretor-presidente do grupo, Desmond Rowan, e tem um "sonho antigo" de participar de projetos em favor da infância. E o lançamento do Cartão Pelé ocorre exatemente 30 anos depois do milésimo gol do jogador, que foi dedicado "às criancinhas pobres do Brasil". Pelé disse que não cobrou cachê. "Sou ligado à MasterCard, mas independentemente disso, estaria presente", afirmou.
O Cartão Pelé é o único produto específico que a MasterCard vinculou à sua campanha institucional "Priceless" ("Não tem preço"), deslanchada em todo o mundo. Segundo Rowan, o grupo - que está há 36 meses no Brasil - viu neste projeto a chance de estabelecer sua imagem de responsabilidade social. O investimento neste produto soma inicialmente R$ 2,6 milhões, segundo Schettini, com uma investida publicitária que durará 20 dias.Por David Moisés ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca corrige cifra no primeiro parágrafo. Por favor, desconsidere a enviada anteriormente.





