São Paulo, 20 (AE) - Chegou hoje ao Brasil a carta de Pero Vaz de Caminha. Ela foi trazida no vôo 1569 da TAM que desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, às 5h20. Chegou numa valise especial e foi entregue ao presidente da Associação Brasil 500 Anos, Edemar Cid Ferreira, que a trouxe ao Ibirapuera num carro blindado. Vai ficar guardada num cofre do Bradesco até domingo, quando será a grande estrela da abertura da Mostra do Redescobrimento - Bienal Brasil 500 Anos, uma exposição com 15 mil obras e que deverá ser vista por 2 milhões de pessoas só em São Paulo.
A exposição da carta de Caminha para o público ocorrerá a partir da próxima terça-feira. No domingo, às 20h30, o presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente português Jorge Sampaio abrem a mostra para convidados. Somente aí é que duas páginas do documento seguirão para o Pavilhão Manoel da Nóbrega, no Parque do Ibirapuera - a cada dez dias, as duas páginas serão substituídas por outras duas (são 16 ao todo).
O esquema de segurança da carta de Caminha é ostensivo. São 6 batedores para o deslocamento pela cidade e 6 seguranças que ficam 24 horas por dia cuidando da integridade do documento. "Mandamos buscar uma vitrine climatizada na Alemanha, com luminosidade específica para guardá-la", disse Edamar Cid Ferreira. "O simbólico disso tudo é que é o mais importante", afirmou.
Três meses - Segundo Maria Luiza Macedo, diretora de Serviços de Apoio da Torre do Tombo, de Portugal (instituição mantenedora da carta), o esquema de segurança é semelhante para todos os documentos oficiais. "Como a carta vai ficar por um período superior ao normal fora da Torre do Tombo, demos mais ênfase ainda à questão da segurança", afirmou. O período-padrão para empréstimos de documentos é de três meses. A carta de Caminha vai ficar no Brasil até janeiro, inicialmente - há intenção de levá-la a São Luís, o que faria com que ela permanecesse mais três meses no Brasil.
Além de São Paulo, onde fica até 5 de setembro, a carta será exposta em Brasília, no Palácio do Itamaraty (de 7 de setembro a 6 de outubro), no Rio (Museu Histórico Nacional, de 16 de outubro a 15 de novembro), Salvador (Museu de Arte, entre 20 de novembro e 17 de dezembro) e Recife (Museu de Arte Moderna
entre 20 de dezembro e 21 de janeiro de 2001).
Informações - Para obter informações sobre a Mostra do Redescobrimento pode-se recorrer ao telefone 0800-780-500, para tirar dúvidas sobre preços da exposição, entrega de ingressos e agendar visitas para escolas e grupos de no mínimo 11 e máximo 22 pessoas.
As escolas particulares poderão fechar um pacote no qual cada aluno pagará R$ 6,00. As escolas públicas usufruem do serviço gratuitamente. Os professores da rede pública que se apresentarem com contracheque pagarão meia entrada.
O ingresso para o público em geral custa R$7,00 por pavilhão
de terça a sexta, e R$10,00 aos sábados, domingos e feriados. Quem quiser visitar os três pavilhões pode comprar um único ingresso por R$10,00, de terça a sexta-feira e R$15,00, nos fins-de-semana e feriados.
Maiores de 60 anos e estudantes pagam meia entrada. Assinantes de jornal e grupos de empresas com um mínimo de 30 pessoas terão 25% de desconto no valor do ingresso. Quem quiser visitar o Cine Caverna vai pagar R$ 6,00. A mostra ficará aberta de terça a sexta, das 14 às 22 horas (nesses dias o período da manhã estará reservado para escolas) e, nos fins de semana e feriados, de 9 às 22 horas (entrada até as 20 horas).

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