Paris - O Dia Internacional da Mulher será marcado neste ano por uma longa marcha destinada a divulgar 'Carta Mundial da Mulher', que será lançada em São Paulo e que deve chegar, no dia 17 de outubro, a Ouagadougou (Burkina Faso) depois de passar por 53 países. Segundo os organizadores, a marcha se desenvolverá como uma corrida, na qual o bastão será um documento que defende ''a igualdade, a liberdade, a justiça, a paz e a solidariedade''.
Em cada país se organizarão atividades específicas. Aprovada em Kigali (Ruanda) no dia 10 de dezembro pelos delegados da Marcha Mundial das Mulheres, o documento circulará pelas Américas (março-maio), Europa (maio-junho) e Ásia-Oceania (julho), antes de culminar sua viagem na África (setembro-outubro).
A Carta identifica o patriarcado como o sistema de opressão das mulheres e o capitalismo como o sistema de exploração de uma imensa maioria de mulheres e de uma minoria de homens.
O texto propõe a ''construção de outro mundo, onde a integridade, a diversidade, os direitos e a liberdade de todas e de todos sejam respeitados''.
Em sua 30 edição, o Dia Internacional ressalta o escasso número de mulheres com poder de decisão no mundo, com exceção da zona Ásia-Pacífico, que conta com quatro presidentas e primeiras-ministras.
ProtestoMais de 20 mil pessoas participaram em São Paulo da Marcha Mundial das Mulheres, que percorreu as ruas do centro para marcar a passagem do Dia internacional da Mulher. Foi a maior manifestação dessa data no país e teve a participação de caravanas ou representantes de 15 estados, além de lideranças feministas do Canadá, Camarões e Burkina Faso. (Com Agência Estado)

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